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TSE e Supremo Tribunal Federal realizam integração de sistemas de tramitação processual

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebrou nesta semana a integração entre o Processo Judicial Eletrônico (PJe) e o sistema de processos do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi implantada seguindo o Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI), permitindo o envio ao STF dos Recursos Extraordinários (REs) e dos Agravos em Recurso Extraordinário (AREs) em tempo real, a partir do trâmite de dados entre os sistemas informatizados das duas Cortes.

O TSE é o primeiro Tribunal que utiliza o Processo Judicial Eletrônico a efetuar essa integração, cujo desenvolvimento foi priorizado pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, e envolveu o trabalho colaborativo das equipes técnicas de ambos os tribunais ao longo de 2021.

A iniciativa proporcionará mais agilidade ao andamento dos processos, contribuindo decisivamente para uma prestação jurisdicional mais rápida, uma vez que os recursos serão enviados de forma automática, com base em alguns comandos dados no PJe pelos servidores do TSE.

Com a troca de dados entre sistemas, os Tribunais poderão implementar, inclusive, consultas processuais nos respectivos portais na internet direcionadas aos recursos em trâmite no STF, conferindo maior acesso à Justiça para as partes e advogados.

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Benefícios

Conforme destaca a coordenadora de Soluções Corporativas do TSE, Ana Karinne Siqueira, outro benefício é a diminuição dos esforços pela Secretaria Judiciária do TSE (SJD) para baixar todos os documentos de cada processo.

“Antes da integração, a Secretaria Judiciária precisava baixar os documentos um por um e realizar a inserção de forma manual no sistema do STF, o que demorava mais tempo e exigia maior esforço. Com a medida, o procedimento passou a ser imediato, automático. Basta o servidor realizar alguns comandos, no próprio PJe, que os autos passarão a figurar no sistema da Suprema Corte”, explica o chefe da Assessoria do PJe do TSE, Bruney Brum.

Segundo ele, a integração servirá de modelo para outros tribunais que também utilizam o PJe e precisam encaminhar processos ao STF. “Essa entrega que celebramos agora beneficia não apenas a Justiça Eleitoral. A equipe técnica do STF não mediu esforços para que o projeto fosse concluído, o que beneficiará outros tribunais, e nós só temos a agradecer pela parceria”, afirma.

O código desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE ficará disponível em uma base de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e poderá ser aproveitado por todos os tribunais interessados em integrar os sistemas deles com o do STF.

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MM/LC, DM

Fonte: TSE

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Encarada em Moraes e post do plenário: as reações de Bolsonaro durante julgamento no STF sobre denúncia do golpe

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Presente no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro tem alternado momentos em que presta atenção no que dizem os ministros e conversas ao pé do ouvido com seus advogados. Logo no início da sessão que julga se ele se tornará réu por tentativa de golpe, ele postou em uma rede social uma crítica ao processo, comparando o caso a uma partida de futebol em que o juiz “apita contra antes mesmo do jogo começar”.

Durante a primeira parte da sessão, quando ocorreu a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Bolsonaro manteve o telefone celular guardado e manteve o olhar fixo no magistrado.

O ex-presidente acompanha o julgamento com a principal condecoração do Exército presa na lapela do terno, a do Pacificador com Palma – concedida a ele em 2018. De acordo com o site da força, a honraria é dada “a brasileiros que se destacam por atos de bravura, coragem e abnegação”.Bolsonaro com o advogado Celso Vilardi — Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ex-presidente sentou na área central do plenário da Primeira Turma, na primeira fileira da sala, de frente para o procurador-geral da República, Paulo Gonet e o ministro Cristiano Zanin, que preside a Turma. Moraes é o primeiro da esquerda.

Enquanto o relator narrava os crimes imputados a Bolsonaro e falou na organização criminosa liderada por ele, o ex-presidente fez breves comentários com seus dois advogados, sentados ao seu lado, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.

Após a leitura do relatório e da sustentação oral pela PGR, quando Vilardi levantou uma questão de ordem para que a sustentação oral da defesa de Mauro Cid fosse feita primeiro, antes das demais, Bolsonaro ajudou o advogado a vestir a toga.

No momento em que os ministros votaram na questão de ordem, Bolsonaro bocejou quando Flávio Dino começou a falar. O ex-presidente não manifestou reação após a negativa dos ministros para esse pedido.

” O globo 100″

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