Homem emprestou R$ 10 mil, pagou R$ 22 mil e cobradores ainda queriam a casa dele

Agiotas são presos ao abordar vítima no seu local de trabalho

Publicado em

CUIABÁ

Dois suspeitos de extorquir uma vítima em Cuiabá foram presos em flagrante, na tarde desta sexta-feira (15), pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos da Capital.

A dupla, que faz cobranças para um agiota, foi abordada pelos investigadores no cruzamento entre as Ruas Estevão de Mendonça e Dom Bosco, no bairro Goiabeiras, na Capital.

A vítima procurou a Polícia Civil e relatou que fez um empréstimo no ano passado, no valor de R$ 10 mil, e foi quitando em parcelas de mil reais e ainda entregou duas televisões novas como parte do pagamento, além dos juros cobrados pelo agiota. Incluindo todos os valores pagos, a vítima já tinha repassado ao agiota um total de R$ 22 mil.

No mês de junho deste ano, a vítima declarou que três homens a colocaram à força em um veículo e a levaram a um cartório de notas no Capão Grande, em Várzea Grande, para assinar um contrato penhorando sua residência como pagamento pelo empréstimo.

Nesta sexta-feira, a vítima procurou a Derf Cuiabá e relatou que os suspeitos iriam a seu local de trabalho para lhe forçar, mais uma vez, a transferir a propriedade.

Leia Também:  Ação de inteligência da PF prende um dos criminosos mais procurados do país

O delegado Daniel Lucas Paranhos encaminhou uma equipe ao local indicado pela vítima, onde os policiais civis ficaram em monitoramento aguardando a chegada dos suspeitos.

Minutos após, a dupla chegou para abordar a vítima e foi surpreendida pelos investigadores.

Os cobradores, de 45 e 49 anos, foram encaminhados à Derf Cuiabá, onde serão ouvidos em interrogatório pelo delegado e autuados em flagrante pelo crime de extorsão.

“Mídia News”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CUIABÁ

Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos

Publicados

em

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.

A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.

Senadores Jorge Seif, Eduardo Girão e Sérgio Moro; oposição compareceu à comissão para apoiar projeto contra ‘saidinha’ de presos Foto: Geraldo Magela/Agência Senado© Fornecido por Estadão

O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.

Na cerimônia de retorno das atividade do Congresso, realizada nesta segunda-feira, 5, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que a Casa daria atenção especial à pauta de segurança pública.

“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”

Leia Também:  Kremlin: apelo de Zelenskiy sobre viagens de russos é irracional

Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”

Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.

  • Governadores de direita articulam para Senado acabar com ‘saidinha’ de presos ou restringi-la
  • Saidinha de presos: 3 argumentos favoráveis e 3 argumentos contrários ao fim do benefício

Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.

A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.

Leia Também:  Tribunal Penal Internacional emite mandado de prisão contra Putin

A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).

“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

“Estadão”
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA