Porta-voz Dmitry Peskov questionou se Europa deve apoiar Ucrânia

Kremlin: apelo de Zelenskiy sobre viagens de russos é irracional

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O Kremlin comentou nesta terça-feira (9) o pedido do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, por uma proibição de viagens ao Ocidente para todos os russos. Ele classificou o pedido de irracional, dizendo que a Europa tem que decidir se quer pagar as contas dos “caprichos” de Zelenskiy.

Em entrevista ao The Washington Post, Zelenskiy pediu aos líderes ocidentais que parem de permitir que os russos viajem para seus países, como punição pela decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de enviar tropas para a Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não há nenhuma chance de que os russos possam ficar isolados do resto do mundo, e questionou se a Europa deve continuar a apoiar Zelenskiy.

“A irracionalidade de seu pensamento nesse caso está fora da escala”, disse Peskov em teleconferência com repórteres.

“Isso só pode ser visto de forma extremamente negativa. Qualquer tentativa de isolar a Rússia ou os russos é processo que não tem perspectiva.”

Mais cedo ou mais tarde, a Europa “começará a se perguntar se Zelenskiy está fazendo tudo certo e se seus cidadãos devem pagar por seus caprichos”, acrescentou Peskov.

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Zelenskiy afirmou, segundo o jornal, que os russos deveriam ser forçados a “viver em seu próprio mundo até que mudem de filosofia”.

“Seja qual for o tipo de russo… faça-o ir para a Rússia”, disse Zelenskiy, de acordo com a publicação.

“Eles dirão: ‘Esta [guerra] não tem nada a ver conosco’. A população inteira não pode ser responsabilizada, pode? Pode, sim. A população escolheu esse governo e não está lutando contra ele, discutindo, nãoestão gritando com ele”, afirmou.

“EBC”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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