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Câmara pede suspensão dos mandatos de deputados que protagonizaram obstrução

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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta  Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados pediu nesta sexta-feira, 8, a suspensão dos mandatos de Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Camila Jara (PT-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por seis meses em razão da obstrução às atividades protagonizada pelos parlamentares nesta semana.

Os integrantes da direita radical tomaram a Mesa Diretora e impediram a Casa de discutir ou votar projetos por cerca de 30 horas em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), só conseguiu retomar o controle após longa negociação e ameaças de intervenção da Polícia Legislativa. No discurso de reinício dos trabalhos, Motta afirmou que a democracia é “inegociável” e pediu respeito à Mesa Diretora.

Os alvos do pedido

Quatro dos cinco alvos da representação são bolsonaristas e estavam na “linha de frente” da obstrução. No caso de Camila Jara, a possível punição se deve à confusão em que ela se envolveu com Nikolas Ferreira (PL-MG), que a acusou de agredi-lo.

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A suspensão dos mandatos será julgada pelo Conselho de Ética da Câmara, que tem papel definitivo em discussões dessa monta. Em caso de aprovação, além da perda da atividade por seis meses, os deputados ficam sem salário, gabinete e cota parlamentar pelo mesmo período.

Entre os possíveis punidos, Van Hattem chegou a permanecer na cadeira do presidente. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, Pollon foi o último a resistir e foi ele quem teve que ceder o assento a Motta para a retomada dos trabalhos. Dias antes, chamou o presidente da Câmara de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.

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PM que matou jovem negro pelas costas é condenado a 2 anos no semiaberto

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Gabriel Renan da Silva Soares foi assassinado com 11 tiros, em novembro de 2024, em frente ao mercado após furtar itens de limpeza; vítima é sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, ex-membro do grupo ‘Facção Central’

Thiago Félix, da CNN Brasil, São Paulo

O policial militar Vinicius de Lima Britto foi condenado a dois anos e um mês no regime semiaberto, pela execução de Gabriel Renan da Silva Soares, em novembro de 2024, em São Paulo. A vítima, assassinada pelas costas, levou 11 tiros ao furtar itens de limpeza em um mercado.

A decisão foi tomada após a votação do júri popular, que aconteceu nesta quinta-feira (9). O PM foi condenado a homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Britto também foi sentenciado a perder o cargo público que ocupa.

“Diante do pedido do Ministério Público fixo a indenização, conforme o artigo 387, inciso IV, do Código Processo Penal no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais)”, afirma a juíza Viviane de Carvalho Singulane, responsável pelo caso.

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A vítima, Gabriel Renan da Silva Soares, é sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, que fez parte do grupo ‘Facção Central’.  A Justiça revogou o pedido de prisão preventiva.

Na época, a versão inicial apresentada pelo PM era de que o jovem teria feito menção de estar armado, o que, na versão dele, justificaria os disparos. Um atendente do mercado corroborou essa narrativa, alegando que Gabriel teria dito: “Não mexe comigo, que estou armado, não quero nada do que é seu”.

Entretanto, as novas imagens mostram que o jovem, que tinha acabado de furtar itens de limpeza, escorregou quando tentou sair correndo do mercado e que em nenhum momento fez menção de estar armado. Nas imagens, também é possível concluir que não houve diálogo e que o policial acertou a vítima pelas costas.

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