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PM que matou jovem negro pelas costas é condenado a 2 anos no semiaberto
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Gabriel Renan da Silva Soares foi assassinado com 11 tiros, em novembro de 2024, em frente ao mercado após furtar itens de limpeza; vítima é sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, ex-membro do grupo ‘Facção Central’

O policial militar Vinicius de Lima Britto foi condenado a dois anos e um mês no regime semiaberto, pela execução de Gabriel Renan da Silva Soares, em novembro de 2024, em São Paulo. A vítima, assassinada pelas costas, levou 11 tiros ao furtar itens de limpeza em um mercado.
A decisão foi tomada após a votação do júri popular, que aconteceu nesta quinta-feira (9). O PM foi condenado a homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Britto também foi sentenciado a perder o cargo público que ocupa.
“Diante do pedido do Ministério Público fixo a indenização, conforme o artigo 387, inciso IV, do Código Processo Penal no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais)”, afirma a juíza Viviane de Carvalho Singulane, responsável pelo caso.
A vítima, Gabriel Renan da Silva Soares, é sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, que fez parte do grupo ‘Facção Central’. A Justiça revogou o pedido de prisão preventiva.
Na época, a versão inicial apresentada pelo PM era de que o jovem teria feito menção de estar armado, o que, na versão dele, justificaria os disparos. Um atendente do mercado corroborou essa narrativa, alegando que Gabriel teria dito: “Não mexe comigo, que estou armado, não quero nada do que é seu”.
Entretanto, as novas imagens mostram que o jovem, que tinha acabado de furtar itens de limpeza, escorregou quando tentou sair correndo do mercado e que em nenhum momento fez menção de estar armado. Nas imagens, também é possível concluir que não houve diálogo e que o policial acertou a vítima pelas costas.
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PM que estuprou e assassinou sobrinho é condenado a 46 anos de prisão no RS
Caso ocorreu em 2016 e foi tratado inicialmente como suicídio; primeiro dia de júri durou mais de 12 horas e foi marcado pelo depoimento da mãe da vítima, que também é irmã do réu

• Divulgação/MPRS
O policial militar da reserva Jeverson Olmiro Lopes Goulart foi condenado, nesta terça-feira (28), a 46 anos de prisão por matar o próprio sobrinho e simular o suicídio do menino. Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de 12 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça, dentro da casa da família, em Porto Alegre (RS). O crime ocorreu em 2016.
Segundo a acusação, Jeverson teria cometido abuso sexual contra o sobrinho e, para encobrir o crime, efetuou o disparo enquanto a vítima dormia. Ele ainda teria tentado manipular a cena para simular um suicídio.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas voltou a ser investigado em 2020, após a busca da mãe da vítima por novas provas, que levaram à denúncia de Jeverson.
O réu, que mora no Rio de Janeiro, participou do júri de forma online. Tio e padrinho do menino, ele é um oficial da reserva da Brigada Militar e respondeu ao processo em liberdade.

