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Justiça determina soltura de empresária acusada de mandar assassinar advogado em Cuiabá

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A justiça de Mato Grosso determinou a soltura da empresária mineira Maria Angélica Caixeta Gontijo, suspeita de encomendar a morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 5 de dezembro de 2023 em Cuiabá. A decisão foi tomada pelo juiz da 10ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá João Bosco Soares da Silva.

A prisão de Maria Angélica era temporária e o prazo havia se expirado. Ela estava detida no presídio Ana Maria do Couto May, após ter sido transferida de Belo Horizonte. A empresária será solta na sexta-feira (19). Seguem presos pelo crime o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do assassinato do advogado, Antônio Gomes da Silva, suposto executor, e Hedilerson Martins Barbosa, que teria intermediado o crime e entregue a arma de fogo.

Sob cautelares

A liberdade da empresária foi concedida mediante cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica; manter o endereço e contato telefônico atualizados; não mudar de residência sem autorização judicial; suspensão do passaporte; e suspensão do certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

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O caso tramita em segredo de justiça.

Caso

Roberto Zampieri foi assassinado na noite de 5 de dezembro no momento em que saía de seu escritório no Bairro Bosque da Saúde.

Câmeras de segurança nas redondezas flagaram o assassinato. As imagens mostram Zampieri entrando no seu Fiat Toro branco. Neste momento o executor se aproxima e atira cerca de dez vezes, matando o advogado na hora. Câmeras também flagraram o assassino fugindo pelas ruas do Bosque da Saúde. O motivo do crime será por causa da venda de uma fazenda na cidade de Ribeirão Cascalheira-MT na região do Araguaia. 

“Araguaia Notícia”

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8 de Janeiro: dos mais de 1,4 mil presos, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar

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Por Reynaldo Turollo Jr,

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

               Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dos mais de 1,4 mil presos do 8 de Janeiro e de outros processos relacionados aos ataques à democracia, 141 permanecem na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar — parte desses com tornozeleira eletrônica, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dos 141 que estão na cadeia, 112 já foram condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os outros 29 estão em prisão preventiva aguardando o julgamento — incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro.

Os dados são de um levantamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (12) a pedido do g1.

Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante.

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Após a realização das audiências de custódia ainda naquele mês, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, manteve 942 pessoas presas preventivamente.

A maioria já deixou a cadeia porque cometeu crimes menos graves e, por isso, respondeu em liberdade e já cumpriu a pena. Houve também pessoas que fizeram acordo para se livrar do processo e de uma eventual condenação.

Crimes menos graves

Segundo os dados atualizados, 552 investigados pelo 8 de janeiro assinaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo STF.

Pela lei, o ANPP é possível quando a pessoa é acusada de cometer crimes menos graves, com pena mínima inferior a quatro anos. Esse era o caso da maioria dos presos no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, acusados de praticar incitação ao crime e associação criminosa.

Ao fecharem acordo, essas pessoas assumiram os delitos e se comprometeram a cumprir uma série de condições impostas pelo Supremo, como não reincidir, prestar serviços à comunidade e pagar multa de R$ 5 mil.

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Dos acusados dos crimes menos graves que não assinaram acordo, 359 foram condenados, mas já não estão na prisão. O tribunal informou que 131 ações foram extintas por cumprimento integral da pena.

Crimes mais graves

Já entre os acusados dos crimes mais graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público —, 279 foram condenados pelo Supremo.

As penas chegam a até 17 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento do réu nos atos violentos.

É nesse grupo que estão os 112 que continuam presos em regime fechado. O restante deixou a cadeia, por exemplo, progredindo de regime.

Somadas, as condenações por crimes menos graves (359) e por crimes mais graves (279) totalizam 638, de acordo com o Supremo. Houve também dez absolvições ao final dos processos.

A Corte informou que arrecadou quase R$ 3 milhões em prestação pecuniária, um valor pago por condenados como parte da punição e destinado à reparação dos danos causados pelos crimes

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