Renan Augusto Gomes está preso desde setembro de 2022 e já cumpre pena por estelionato

‘Galã do Tinder’ tem nova condenação por golpes e vai indenizar vítima em R$ 20 mil; entenda

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JUSTIÇA

A Justiça condenou Renan Augusto Gomes, mais conhecido como o “Galã do Tinder”, a 2 anos e 4 meses de reclusão em regime semiaberto pelo crime de estelionato. Como ele já estava preso, desde setembro do ano passado, não poderá recorrer em liberdade. Além disso, terá que indenizar uma das vítimas em R$ 20 mil.

Segundo investigação da Polícia Civil, Renan fez várias vítimas em redes de relacionamento, entre elas Tinder, Inner, Happn, Lovoo. Ele se apresentava como Augusto Keller, um empresário descendente de alemães, órfão, que estava em busca de um namoro sério, mas, na verdade, seu objetivo era tirar recursos de seus alvos.

A condenação mais recente foi feita pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Paulo, que atendeu a um pedido do Ministério Público. A vítima em questão relatou que repassou R$ 17 mil ao “galã”, divididos em três parcelas: R$ 2 mil, R$ 4 mil e R$ 11 mil. Depois de receber o dinheiro, ele não respondeu mais aos contatos e nunca fez a devolução dos valores.

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A defesa de Renan não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.

Ele pode pegar até 8 anos de prisão

Primeira condenação

O “galã” já tinha sido condenado a 4 anos e 6 meses de prisão pelo crime de estelionato, em fevereiro deste ano. Nesse caso, a vítima era uma moradora de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, que denunciou Renan depois que ele se envolveu amorosamente com ela e, após pedir quantias que somaram R$ 150 mil, sumiu.

Ao todo, ele é suspeito de aplicar golpes em pelo menos sete mulheres, sendo que uma delas disse que teve prejuízos superiores a R$ 500 mil depois que emprestou o dinheiro a ele mediante a promessa de participação em uma sociedade em uma loja de celulares, que nunca existiu.

Outra mulher procurou a polícia e relatou em depoimento que gastou R$ 15 mil com o suspeito, e outra vítima disse que perdeu R$ 8 mil após um golpe aplicado por ele. Os valores dados pelas outras duas mulheres não foram divulgados.

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A polícia apurou que ele abordava as mulheres de classe média alta e dizia que era filho de alemães. Para sensibilizá-las, afirmava que os genitores pais tinham morrido em acidente de carro em Araçatuba, no interior de São Paulo. Assim, se envolvia amorosamente com as vítimas e chegava até a conhecer os familiares delas.

Em seguida, com o tempo, ele começava a pedir dinheiro emprestado alegando problemas com a Receita Federal ou com os bancos. As mulheres acabavam cedendo e, depois, ele desaparecia.

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JUSTIÇA

8 de Janeiro: dos mais de 1,4 mil presos, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar

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Por Reynaldo Turollo Jr,

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

               Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dos mais de 1,4 mil presos do 8 de Janeiro e de outros processos relacionados aos ataques à democracia, 141 permanecem na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar — parte desses com tornozeleira eletrônica, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dos 141 que estão na cadeia, 112 já foram condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os outros 29 estão em prisão preventiva aguardando o julgamento — incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro.

Os dados são de um levantamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (12) a pedido do g1.

Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante.

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Após a realização das audiências de custódia ainda naquele mês, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, manteve 942 pessoas presas preventivamente.

A maioria já deixou a cadeia porque cometeu crimes menos graves e, por isso, respondeu em liberdade e já cumpriu a pena. Houve também pessoas que fizeram acordo para se livrar do processo e de uma eventual condenação.

Crimes menos graves

Segundo os dados atualizados, 552 investigados pelo 8 de janeiro assinaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo STF.

Pela lei, o ANPP é possível quando a pessoa é acusada de cometer crimes menos graves, com pena mínima inferior a quatro anos. Esse era o caso da maioria dos presos no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, acusados de praticar incitação ao crime e associação criminosa.

Ao fecharem acordo, essas pessoas assumiram os delitos e se comprometeram a cumprir uma série de condições impostas pelo Supremo, como não reincidir, prestar serviços à comunidade e pagar multa de R$ 5 mil.

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Dos acusados dos crimes menos graves que não assinaram acordo, 359 foram condenados, mas já não estão na prisão. O tribunal informou que 131 ações foram extintas por cumprimento integral da pena.

Crimes mais graves

Já entre os acusados dos crimes mais graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público —, 279 foram condenados pelo Supremo.

As penas chegam a até 17 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento do réu nos atos violentos.

É nesse grupo que estão os 112 que continuam presos em regime fechado. O restante deixou a cadeia, por exemplo, progredindo de regime.

Somadas, as condenações por crimes menos graves (359) e por crimes mais graves (279) totalizam 638, de acordo com o Supremo. Houve também dez absolvições ao final dos processos.

A Corte informou que arrecadou quase R$ 3 milhões em prestação pecuniária, um valor pago por condenados como parte da punição e destinado à reparação dos danos causados pelos crimes

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