JURÍDICO
Troca de cédula oficial por cédula falsa no momento do voto era comum
JURÍDICO
A fraude do voto corrente surgiu no final do século XIX, na Tasmânia, na Austrália. Esse tipo de fraude ocorria a partir da subtração, no instante da votação, de uma cédula oficial e a consequente troca por uma cédula falsa, que era depositada na urna. Essa informação consta nas explicações do Glossário Eleitoral, serviço on-line que está disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a cédula verdadeira, fora da seção eleitoral, um indivíduo assinalava o candidato e a entregava a um eleitor. Em seguida, pedia a este que, depois de votar, trouxesse a cédula oficial que recebesse, em branco. O processo se repetia, condicionando, assim, o voto de inúmeras pessoas.
O Glossário
O Glossário Eleitoral Brasileiro contém mais de 300 verbetes jurídicos utilizados pelos operadores do Direito Eleitoral. É fonte de consulta essencial para estudantes, pesquisadoras e pesquisadores e cidadãs e cidadãos que gostam do tema e desejam conhecer melhor a evolução política e eleitoral do país.
As expressões do serviço estão dispostas em ordem alfabética, o que facilita a consulta pelas pessoas interessadas.
EM/CM
JURÍDICO
Encarada em Moraes e post do plenário: as reações de Bolsonaro durante julgamento no STF sobre denúncia do golpe
Ex-presidente acompanha pessoalmente sessão que analisa se ele se tornará réu
Presente no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro tem alternado momentos em que presta atenção no que dizem os ministros e conversas ao pé do ouvido com seus advogados. Logo no início da sessão que julga se ele se tornará réu por tentativa de golpe, ele postou em uma rede social uma crítica ao processo, comparando o caso a uma partida de futebol em que o juiz “apita contra antes mesmo do jogo começar”.
Durante a primeira parte da sessão, quando ocorreu a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Bolsonaro manteve o telefone celular guardado e manteve o olhar fixo no magistrado.
O ex-presidente acompanha o julgamento com a principal condecoração do Exército presa na lapela do terno, a do Pacificador com Palma – concedida a ele em 2018. De acordo com o site da força, a honraria é dada “a brasileiros que se destacam por atos de bravura, coragem e abnegação”./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/5/P/eyxSs4T1K6UcX01L0lyQ/bolsonaro-com-advogado-celso-vilardi.jpeg)
O ex-presidente sentou na área central do plenário da Primeira Turma, na primeira fileira da sala, de frente para o procurador-geral da República, Paulo Gonet e o ministro Cristiano Zanin, que preside a Turma. Moraes é o primeiro da esquerda.
Enquanto o relator narrava os crimes imputados a Bolsonaro e falou na organização criminosa liderada por ele, o ex-presidente fez breves comentários com seus dois advogados, sentados ao seu lado, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.
Após a leitura do relatório e da sustentação oral pela PGR, quando Vilardi levantou uma questão de ordem para que a sustentação oral da defesa de Mauro Cid fosse feita primeiro, antes das demais, Bolsonaro ajudou o advogado a vestir a toga.
No momento em que os ministros votaram na questão de ordem, Bolsonaro bocejou quando Flávio Dino começou a falar. O ex-presidente não manifestou reação após a negativa dos ministros para esse pedido.
” O globo 100″

