JURÍDICO
Deolane Bezerra deixa a cadeia, mas ficará em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica
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A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra deixou a prisão, na tarde desta segunda-feira, 9, e vai cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ela e a mãe, Solange Bezerra, foram presas na última quarta-feira, 4, no Recife, durante operação “Integration”, que investiga lavagem de dinheiro e jogos ilegais da empresa “Esportes da Sorte”.
Pela manhã, a irmã da influenciadora, a também advogada Dayanne Bezerra, usou as redes sociais para informar que a Justiça de Pernambuco havia concedido habeas corpus a Deolane. Solange permanece presa.
A monitoração foi uma das exigências da Justiça para a concessão da liberdade, com base no artigo 318A do Código Penal. Deolane foi beneficiada por um habeas corpus coletivo concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de 2018, que substitui a prisão preventiva por domiciliar de gestantes, lactantes e mães de crianças de até 12 anos ou de pessoas com deficiência. A influenciadora é mãe de uma menina de 8 anos, além de um filho de 18 e outro de 20.
A Justiça decidiu pela liberdade de Deolane na manhã desta segunda-feira, 9, pela 4ª Câmara Criminal, após uma indefinição sobre quem deveria julgar o habeas corpus.
A advogada deverá cumprir prisão domiciliar todos os dias, incluindo fins de semana, e não poderá ter contato com os demais investigados, nem se manifestar por meio de redes sociais, imprensa, ou quaisquer outros meios de comunicação.
“IstoÉ”
JURÍDICO
Encarada em Moraes e post do plenário: as reações de Bolsonaro durante julgamento no STF sobre denúncia do golpe
Ex-presidente acompanha pessoalmente sessão que analisa se ele se tornará réu
Presente no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro tem alternado momentos em que presta atenção no que dizem os ministros e conversas ao pé do ouvido com seus advogados. Logo no início da sessão que julga se ele se tornará réu por tentativa de golpe, ele postou em uma rede social uma crítica ao processo, comparando o caso a uma partida de futebol em que o juiz “apita contra antes mesmo do jogo começar”.
Durante a primeira parte da sessão, quando ocorreu a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Bolsonaro manteve o telefone celular guardado e manteve o olhar fixo no magistrado.
O ex-presidente acompanha o julgamento com a principal condecoração do Exército presa na lapela do terno, a do Pacificador com Palma – concedida a ele em 2018. De acordo com o site da força, a honraria é dada “a brasileiros que se destacam por atos de bravura, coragem e abnegação”./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/5/P/eyxSs4T1K6UcX01L0lyQ/bolsonaro-com-advogado-celso-vilardi.jpeg)
O ex-presidente sentou na área central do plenário da Primeira Turma, na primeira fileira da sala, de frente para o procurador-geral da República, Paulo Gonet e o ministro Cristiano Zanin, que preside a Turma. Moraes é o primeiro da esquerda.
Enquanto o relator narrava os crimes imputados a Bolsonaro e falou na organização criminosa liderada por ele, o ex-presidente fez breves comentários com seus dois advogados, sentados ao seu lado, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.
Após a leitura do relatório e da sustentação oral pela PGR, quando Vilardi levantou uma questão de ordem para que a sustentação oral da defesa de Mauro Cid fosse feita primeiro, antes das demais, Bolsonaro ajudou o advogado a vestir a toga.
No momento em que os ministros votaram na questão de ordem, Bolsonaro bocejou quando Flávio Dino começou a falar. O ex-presidente não manifestou reação após a negativa dos ministros para esse pedido.
” O globo 100″

