Empresa valia-se de artimanhas para pagar menos impostos. O ex-diretor-financeiro foi a principal testemunha de acusação. O próprio Donald Trump não foi acusado nesse processo.
Empresa de Trump é condenada por fraudes fiscais
INTERNACIONAL
A empresa de imóveis de Donald Trump foi condenada nesta terça-feira (6) por ter feito artimanhas contábeis para pagar menos impostos durante 15 anos. O próprio Trump não foi acusado neste caso, mas só a companhia.
A Organização Trump tem hotéis, campos de golfe e outros imóveis em todo o mundo. A pena pela condenação será uma multa, mas ainda não foi determinado qual será o valor (isso deverá ser determinado no dia 13 de janeiro)
A empresa havia se declarado inocente.
No processo, a empresa foi acusada de ter contabilizado algumas despesas pessoais de seus dirigentes como custos do negócio, e também pagou bônus para diretores como se fossem profissionais independentes contratados.
“A miscelânea de benefícios foi projetada para manter seus altos executivos felizes e leais”, disse o promotor Joshua Steinglass aos jurados.
A Organização Trump enfrenta, separadamente, um outro processo de fraude movido, esse movido pela procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James.
O próprio Trump está sendo investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA por lidar com documentos confidenciais do governo depois que deixou o cargo em janeiro de 2021 e tentou derrubar a eleição de novembro de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden.
Allen Weisselberg, de 75, um ex-diretor-financeiro da Organização Trump, foi a principal testemunha do governo, como parte de um acordo judicial com os promotores. Como ele fechou um acordo, a sua pena máxima será de 5 meses na prisão.
A Organização Trump argumentou que foi Weisselberg que executou o esquema, só para se beneficiar. Ele está de licença remunerada da empresa e testemunhou que recebeu mais de US$ 1 milhão em pagamentos de salários e bônus este ano.
“G1”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

