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Moscou avança com ofensiva no Leste da Ucrânia

Prazo para rendição em Mariupol expira e Ocidente promete mais armas

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INTERNACIONAL

O mais recente ultimato da Rússia aos combatentes ucranianos em Mariupol expirou nesta quarta-feira (20), sem nenhum sinal de rendição em massa, enquanto Moscou avança com sua ofensiva no Leste e governos ocidentais prometem à Ucrânia mais ajuda militar.

Milhares de tropas russas, apoiadas por artilharia e barragens de foguetes tentam avançar no que as autoridades ucranianas chamam de Batalha de Donbas – esforço final de Moscou para tomar duas províncias do Leste que reivindica em nome dos separatistas.

A invasão russa, de quase oito semanas, não conseguiu capturar nenhuma das maiores cidades da Ucrânia. A Rússia foi forçada a se retirar do Norte do país depois que um ataque a Kiev foi repelido no mês passado, mas enviou tropas de volta para ofensiva no Leste que começou nesta semana.

O maior ataque a um Estado europeu desde 1945 levou quase 5 milhões de pessoas a fugir para o exterior e reduziu cidades a escombros.

Nas ruínas de Mariupol, local dos combates mais pesados ​​da guerra e da pior catástrofe humanitária, a Rússia estava atacando o último reduto ucraniano importante, a siderúrgica Azovstal, com bombas destruidoras de bunkers, disse Kiev. A Ucrânia afirma que centenas de civis estão abrigados na fábrica.

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“O mundo assiste ao assassinato de crianças online e permanece em silêncio”, escreveu o assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak no Twitter.

A Rússia vem tentando assumir o controle total de Mariupol desde os primeiros dias da guerra. Sua captura seria um grande prêmio estratégico, ligando o território de separatistas pró-Rússia, no Leste, com a região da Crimeia, que Moscou anexou em 2014.

Separatistas apoiados pela Rússia disseram, pouco antes do prazo das 14h (8h em Brasília) de hoje que apenas cinco pessoas se renderam, um dia depois de a Rússia afirmar que ninguém havia respondido a uma convocação de rendição semelhante.

A Ucrânia prometeu nunca se render em Mariupol e seu Estado-Maior disse que os combates continuam na usina.

A Ucrânia anunciou planos de enviar 90 ônibus para retirar 6 mil civis de Mariupol na quarta-feira, afirmando que chegou a “acordo preliminar” com a Rússia sobre um corredor seguro. Foi o anúncio mais importante de uma tentativa desse tipo em semanas. Moscou bloqueou todas as tentativas anteriores de enviar comboios a Mariupol, incluindo um da Cruz Vermelha no fim de março.

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Civis conseguiram escapar para outras partes da Ucrânia apenas em seus próprios veículos, enquanto milhares foram levados de ônibus para a Rússia. Moscou chama a operação de retirada humanitária e Kiev, de deportação forçada.

Antes uma cidade portuária próspera de 400 mil pessoas, Mariupol foi reduzida a deserto devastado, com cadáveres nas ruas e moradores confinados em porões. Autoridades ucranianas dizem que milhares de civis morreram lá.

Enquanto isso, os Estados Unidos, o Canadá e Reino Unido afirmaram que enviariam mais artilharia à Ucrânia, enquanto a Noruega informou que enviou ao país 100 mísseis de defesa aérea Mistral.

“EBC”

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INTERNACIONAL

EUA: guerra na Ucrânia deixará 40 milhões de famintos na África

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A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, disse nesta sexta-feira (5) que a invasão da Ucrânia pela Rússia deixará 40 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e que a África subsaariana será a mais atingida.

Os Estados Unidos garantiram US$ 4,5 bilhões para segurança alimentar na cúpula do G7, dos quais contribuíram com US$ 2,76 bilhões.

Também há planos para que os EUA contribuam com  US$ 150 milhões para o desenvolvimento de novas ações de assistência humanitária para a África, mas o Congresso ainda precisa aprovar os recursos, ela acrescentou.

A maioria dos governos africanos têm evitado tomar partido no conflito europeu e se recusaram a se juntar às condenações e sanções ocidentais.

Os africanos “não querem ser pressionados a escolher um lado” em uma repetição da Guerra Fria, mas “precisam conhecer os fatos”, disse Linda.

Embora a energia, as mudanças climáticas, a pandemia e o conflito sejam as principais causas dos problemas globais para o abastecimento de alimentos, a “fonte mais insidiosa” é a fome usada intencionalmente como arma de guerra, disse ela.

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Moscou nega a responsabilidade pela crise alimentar e culpou as sanções ocidentais por desacelerar suas exportações de alimentos e fertilizantes.

Linda refutou essa alegação nesta sexta-feira, sugerindo que a Rússia havia deliberadamente tomado medidas para interromper as cadeias globais de fornecimento de alimentos enquanto culpava o Ocidente.

“Não vimos nenhuma indicação de que a Rússia aceitará uma solução diplomática” para a guerra na Ucrânia, disse ela.

“EBC”

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