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Padre é afastado após admitir sexo com noivo de casamento feito por ele

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Um padre foi afastado da Igreja Matriz Nossa Senhora de Candelária, em Natal (RN), após ter o seu nome exposto em áudios de um confronto promovido por uma fiel, que toma satisfação dele sobre um suposto caso entre o pároco e seu marido, no período em que ainda eram noivos. Uma gravação de pouco mais de 10 minutos vazou nas redes sociais e gerou polêmica, chegando a ficar entre os assuntos mais comentados do país nesta sexta-feira (3).

Após a divulgação, a arquidiocese de Natal informou, por meio de nota, que o Arcebispo da cidade, Dom Jaime Vieira Rocha, “determinou o afastamento do referido sacerdote de todas as suas funções ministeriais exercidas” na instituição, “a fim de que possam ser apurados os fatos e tomadas as devidas providências”. O religioso em questão foi identificado como o padre Júlio Cezar Souza Cavalcante, 51.

Nos áudios, a mulher expõe uma conversa com o marido e o sacerdote, a quem se refere como Padre Júlio. Ela reclama que os dois teriam tido envolvimento sexual enquanto ainda eram noivos e que, ainda assim, o sacerdote optou por celebrar o casamento dos dois.

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“Foi uma fraqueza. Nós confessamos e prometemos que não teria mais”, diz o padre da gravação à mulher. Na ocasião, ela reclama que haveria investidas por parte do religioso mesmo após o casamento, o que ele nega. O marido dela então questiona sobre os abraços que ele recebeu, ao que o padre contesta: “Abraço eu dou em todo mundo.”

O padre admite que manteve relações sexuais com o marido da mulher “duas ou três vezes”. No entanto, a versão é desmentida pelo homem, que diz que foram “várias vezes”, entre 2010 e 2012.

Foi uma grande fraqueza. E depois a gente foi confessar e nos tornamos amigos.

Os áudios ainda expõem que o homem teria dormido várias vezes na Paróquia a convite do padre. “Você, como um sacerdote, mantém relação sexual com um teoricamente fiel, sabendo que ele está noivo, prestes a casar, você quer que eu ache uma palavra mais amena que orgia?”, provoca a mulher.

Ela ainda afirma que, apesar de estar conversando sobre o caso com o padre, o marido a teria enganado com outros homens. “O senhor só não foi [mais] um dos escolhidos.”

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A Arquidiocese também determinou a abertura de uma investigação para averiguar “as possíveis responsabilidades” no caso. O religioso ficará afastado das atividades até que se julgue processo interno e a veracidade dos áudios. “Rogamos ao Bom Deus que tudo seja esclarecido e, para o bem do povo de Deus, possa reinar a paz nos corações”, diz comunicado.

O UOL entrou em contato com a Igreja Matriz Nossa Senhora de Candelária, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A reportagem também tentou falar com o padre envolvido na história por meio de mensagem nas redes sociais. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

“Contilnet Notícias”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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