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Jornalista torturada por namorado relata ameaças no hospital: ‘Um dia tu sai’

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A jornalista Luka Dias, de 37 anos, que foi agredida e mantida em cárcere privado por três dias pelo então namorado Fred Henrique Moreira Lima, de 30 anos, revelou que recebeu ameaças dele enquanto estava internada no hospital, no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com a vítima, o homem também chegou a tentar entrar na unidade de saúde como acompanhante dela. As informações são do Uol e do G1.

“Tu merece. Um dia tu sai. Hospital não é eterno”, escreveu Fred Henrique enquanto Luka ainda estava hospitalizada. A jornalista passou cinco dias internada no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI). Ela teve traumatismo craniano, fratura da mandíbula e diversos hematomas pelo corpo devido às agressões.

Por conta das lesões, a vítima precisou passar por uma cirurgia reparadora. “Meu maxilar foi refeito com titânio”, contou ao Uol.

Relembre o caso

Fred Henrique Lima Moreira foi preso por policiais da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) na terça-feira (3) por tentativa de feminicídio, estupro, cárcere privado e tortura contra a namorada. Segundo as investigações, ele manteve a mulher durante três dias dentro do seu apartamento na rua Barata Ribeiro, na zona sul do Rio de Janeiro. Ela foi agredida, principalmente na cabeça, com um cassetete e um soco-inglês.

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Na última sexta-feira (29), a vítima conseguiu fugir do apartamento e pediu ajuda ao porteiro do prédio.

A delegada Natacha Alves de Oliveira, titular da 12ª DP, relatou que Fred demonstrou um perfil violento nos últimos oito meses do relacionamento. Inclusive, a primeira agressão aconteceu no dia 31 de dezembro de 2021. Um outro episódio ocorreu no dia 26 de abril, ele começou a acusar a namorada de infidelidade e a golpeou com o cassetete nas pernas, costas e cabeça.

No dia seguinte, ao acordar, a vítima tentou gritar por socorro e recebeu um golpe de mata-leão por pelo menos três vezes.

Fred ainda teria puxado a namorada pelos cabelos e a arrastado pelo chão. Nesse momento, ele deu um golpe em sua cabeça e ela desmaiou.

Prisão temporária mantida

Nesta quinta-feira (5), em audiência de custódia, a prisão temporária do agressor foi mantida. Conforme as autoridades, o homem já foi preso três vezes pela polícia do Rio de Janeiro.

Fred Henrique de Lima foi indiciado pela primeira vez aos 18 anos, em 2010, quando respondeu a um processo por lesão corporal contra os avós. Por conta disso, foi condenado a se apresentar à Justiça mensalmente. No mesmo ano, foi preso em flagrante por roubar uma moto em Copacabana, zona sul do Rio, mas conseguiu uma pena de prestação de serviço à comunidade por ser réu primário.

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No ano seguinte, em 2011, foi acusado de violência doméstica contra a mulher ao agredir a mãe de um dos seus filhos. Por ciúmes, Fred Henrique deu diversos socos e esquentou uma panela vazia para colocar nas pernas e costas da vítima. Foi condenado a um ano de prisão, mas acabou beneficiado com o regime aberto.

Em 2017, ele foi preso em flagrante por associação com o tráfico, novamente em Copacabana. Com Lima, foram encontrados cocaína, uma balança, dinheiro e um revólver, além da tentativa de subornar os policias que o prenderam. Foi considerado reincidente e condenado a 10 anos de pena em regime fechado.

Ainda de acordo com o G1, em 2020 teve mais dois casos. No primeiro, a suspeita de crime de lesão corporal em uma namorada, que alegou ter sido agredida com socos e golpes de telefone na cabeça. Depois, agrediu a mãe de seu outro filho, que foi resgatada ao pedir ajuda ao ex-marido.

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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