O vídeo de um homem rezando ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi compartilhado mais de 31 mil vezes nas redes sociais desde, pelo menos, 8 de junho de 2022 atrelado à alegação de que se trata do “governante da Coreia do Sul”. Mas isso é falso: o homem ao lado do mandatário brasileiro não é o presidente da Coreia do Sul, e sim o pastor Ock Soo Park.

Homem que reza com Bolsonaro em vídeo é pastor, e não o presidente da Coreia do Sul

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“Olha o que o governante da coreia do sul faz com o nosso presidente olha ai seus petralha isso a globo nao mostra”, diz uma das publicações difundidas no Facebook.

O conteúdo também circula no Instagram, Twitter, YouTube, TikTok e Kwai.

Na gravação, o mandatário brasileiro recebe uma série de presentes e, em seguida, começa a rezar ao lado do homem que seria, supostamente, o governante sul-coreano. Uma mulher que faz a tradução ao vivo informa que, na oração, o convidado agradece a Deus por ter dado um “presidente tão importante” ao Brasil e pede que Bolsonaro possa governar o país por muitos anos.

A Coreia do Sul é uma república presidencialista governada, desde 10 de maio de 2022, pelo presidente Yoon Suk-yeol. O país também conta com a figura do primeiro-ministro, que é considerado o principal auxiliar do presidente no âmbito do Poder Executivo. Atualmente, esse cargo é ocupado por Han Duck-soo.

Uma pesquisa no Google pelas palavras-chave “Bolsonaro” + “orando” “Coreia do Sul” mostrou como resultado uma reportagem de 8 de junho de 2022 que informa que o mandatário brasileiro recebeu a visita de Ock Soo Park, descrito como um “famoso pastor evangélico” e fundador da “Missão Boa Notícia”. A matéria contém uma imagem, creditada à Presidência da República, que permite observar as mesmas pessoas vistas no vídeo viral.

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Não há menção, na reportagem, ao atual presidente sul-coreano. 

Na gravação viral, no lado superior esquerdo da tela, é possível ver o símbolo que indica uma transmissão ao vivo. Uma nova busca, dessa vez na página oficial do presidente brasileiro no Facebook, localizou a transmissão ao vivo, feita em 7 de junho de 2022 às 15h52. O trecho viral tem início, aproximadamente, aos 7 minutos e 4 segundos da transmissão.

Na agenda oficial da Presidência da República, também é possível ver que, em 7 de junho, no horário da transmissão ao vivo, o mandatário brasileiro esteve com o “Pastor Ock Soo Park, fundador da Good News Mission”.

Ock Soo Park é um líder religioso sul-coreano evangelista que fundou, em 1972, a Sociedade Batista Coreana, que atualmente é chamada de “Good News Mission”, ou Missão Boa Notícia, no Brasil. Em seu site oficial, não há menção a nenhum cargo oficial no governo da Coreia do Sul ao longo de sua carreira.

O nome do pastor tampouco aparece dentre os citados na página oficial do Gabinete do Presidente da Coreia do Sul.

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“MSN”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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