Cotidiano

Má sorte! Homem morre afogado ao fugir de ataque de abelhas

Publicado em

Cotidiano

Por Rafael Arbulu

Homem estava pescando com amigos, que também pularam na água, mas conseguiram se salvar ao nadar para a margem

Um homem morreu na zona rural de Brasilândia de Minas, no estado de Minas Gerais, após afogar-se em um rio. Ele teria mergulhado para fugir de um enxame de abelhas enquanto pescava com amigos, mas por alguma razão ainda desconhecida, não conseguiu voltar até a margem. Para piorar a situação: o rosto e partes do corpo da vítima estavam dilacerados, uma vez que, no rio, haviam piranhas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo foi resgatado a cerca de quatro metros (m) da margem. Os amigos também haviam pulado no rio – abelhas tendem a ter esse efeito nas pessoas -, mas conseguiram nadar de volta para a margem e estão bem.

Ainda não se sabe a circunstância que levou o homem a ser atacado pelo enxame de abelhas, mas o consenso científico diz que, na maioria dos casos, os ataques são reações defensivas. Se uma colmeia está perto, mesmo que você não a tenha visto, as abelhas podem entender a sua aproximação como um ataque.

O que, convenhamos, é um problema relativamente chato de se ter, considerando que uma colmeia comum tem, em média, entre 30 mil e 60 mil indivíduos. E todos eles querem que você vá embora. Forçadamente, se preciso.

Como escapar de um ataque de abelhas

Em um artigo publicado na Scientific American há alguns anos, Carl Olson, entomologista na Universidade do Arizona, explicou: “[Os olhos das] abelhas não formam imagens da mesma forma que fazem os olhos humanos. Elas usam a visão primariamente para detectar movimentos, e ações espásticas, bruscas ou gesticulações mais intensas são percebidas por elas como ameaças”.

Leia Também:  Deputado demite jornalista acusado de importunação sexual

“Abelhas são, contudo, muito boas em ameaçar as pessoas para se afastarem”, ele conta. “Assim como uma serpente cascavel vai vibrar sua cauda como um alerta, as primeiras abelhas que saírem da colmeia vão ‘trombar’ com as pessoas invasoras, como se estivessem dizendo ‘saia daqui’”.

Já Justin Schmidt, especialista em comportamento de insetos, disse no mesmo artigo que a ideia de mergulhar em um corpo d’água para fugir de um enxame é um mito criado pela cultura pop: “Elas são inteligentes o suficiente para saber que você não vai ficar lá para sempre e, eventualmente, terá que vir à superfície, e que elas só precisam esperar”.

Ele conta um caso ocorrido em Dakota do Norte, nos EUA, sobre um enxame que sobrevoou um lago por horas, usando seus ferrões em um homem sempre que ele subia. Segundo o especialista, o sujeito só sobreviveu porque as abelhas se cansaram e foram embora. Depois do pôr do sol.

Os dois especialistas dizem que as medidas de segurança contra abelhas são variadas, porém simples. Existe o óbvio “deixe as colmeias em paz”, mas Schmidt argumenta que, às vezes, não sabemos que elas estão lá: “se você ver abelhas entrando em fissuras de rochas ou troncos ocos de árvore, presuma que a casa delas está por perto e saia”.

Leia Também:  Idoso perde controle, é lançado de carro e morre em rodovia de MT

Fora isso, evite cores escuras: as abelhas não interpretam cores da mesma forma que os humanos, mas entendem que cores escuras são mais presentes em predadores – ursos e texugos, por exemplo, que atacam colmeias em busca do mel. Cores vermelhas e pretas podem levá-las a uma ideia errada sobre você.

Se uma ou duas abelhas começarem a voar ao seu redor, não bata nelas. Elas estão alertando você para que saia das proximidades de uma colmeia. Um tapa nelas vai irritá-las da mesma forma que irritaria você. Mas ao contrário das abelhas, você não tem 50 mil pessoas ao seu redor para lhe defender.

No caso de você acidentalmente perturbar uma colmeia, “sebo nas canelas”, como diz a expressão. A melhor coisa é procurar abrigos fechados – dentro de um carro, por exemplo – e esperar. Se quiser apostar na sua corrida, boa sorte: é possível se manter à frente delas, mas algumas espécies de abelhas são conhecidas por perseguirem seus oponentes por quase dois quilômetros (km).

Vale lembrar que há diversas espécies de abelhas, e que o nível de agressividade varia entre elas. Mas também é importante ressaltar que, no Brasil, há pelo menos 300 espécies distintas. Então não tente contar com a sorte, esteja em dia com o seu bom senso e fique longe de abelhas.

“Olhar Digital”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cotidiano

Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado

Publicados

em

BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura  desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.

O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.

“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.

A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.

Leia Também:  Seven Instituto e a inclusão digital

Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.

A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).

Supermercados

O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.

Leia Também:  Réu é condenado a 23 anos por matar vítima que cobrou dívida em MT

O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.

“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.

O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.

Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.

“MSN”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA