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‘Hoje se inicia nossa busca por justiça’: o que disseram os familiares de Bruno Pereira e Dom Phillips

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Familiares do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips manifestaram nesta quinta-feira (16/6) seu pesar após a notícia de que um pescador confessou ter assassinado ambos na Amazônia.

O pescador Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou que matou ambos e levou policiais a um local onde restos mortais foram encontrados. O material foi enviado para perícia para que haja confirmação de que se trata dos corpos de Bruno e Dom.

“Embora ainda estejamos aguardando as confirmações definitivas, este desfecho trágico põe um fim à angústia de não saber o paradeiro de Dom e Bruno. Agora podemos levá-los para casa e nos despedir com amor”, escreveu Alessandra Sampaio, esposa de Dom Phillips, que mora em Salvador (BA).

“Hoje, se inicia também nossa jornada em busca por justiça. Espero que as investigações esgotem todas as possibilidades e tragam respostas definitivas, com todos os desdobramentos pertinentes, o mais rapidamente possível.”

A mulher do jornalista também fez um agradecimento a grupos indígenas que ajudaram nas buscas. Poucas horas depois do desaparecimento, indígenas da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) começaram a procurar os desaparecidos.

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“Agradeço o empenho de todos que se envolveram diretamente nas buscas, especialmente os indígenas e a Univaja. Agradeço também a todos aqueles que se mobilizaram mundo afora para cobrar respostas rápidas. Só teremos paz quando as medidas necessárias forem tomadas para que tragédias como esta não se repitam jamais. Presto minha absoluta solidariedade com a Beatriz e toda a família do Bruno”, diz Sampaio no texto.

Já a mulher de Bruno, a antropóloga Beatriz Matos, compartilhou no Twitter a nota de Alessandra e também uma manifestação da Univaja. Nesta quinta-feira (16/6), ela tuitou: “Agora que os espíritos do Bruno estão passeando na floresta e espalhados na gente, nossa força é muito maior”.

Familiares do jornalista britânico no Reino Unido também emitiram um comunicado.

“Nós estamos arrasados com a confirmação de que Dom e Bruno foram assassinados e enviamos nossos pêsames mais profundos à Alessandra, Beatriz e as famílias brasileiras de ambos os homens. Agradecemos a todos que participaram das buscas, especialmente aos grupos indígenas que trabalharam incansavelmente para achar evidências do ataque.”

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A nota é assinada por Sian Phillips (irmã de Dom), Gareth Phillips (irmão), Paul Sherwood (parceiro de Sian), Helen Davies (cunhada), Domonique Davies (sobrinha), Rhiannon Davies (sobrinha).

“No seu devido tempo, vamos oferecer nossa perspectiva sobre as vidas corajosas e o trabalho importante desses homens notáveis”, escreveram, pedindo que a imprensa respeite a privacidade da família neste momento.

Eles também colocaram um link para uma campanha de arrecadação de fundos para parentes próximos de Bruno e Dom.

“MSN”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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