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Fim dos cookies: entenda como isso mudará os rumos da internet

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O anúncio do Google sobre decretar o fim dos cookies de terceiros em seu navegador a partir 2023 irá colocar a pedra que faltava na sepultura das conversões fáceis e baratas para o planejamento das marcas nas mídias digitais.

Em geral, a ação do fim dos cookies de terceiros do gigante das buscas irá basicamente destruir uma das maiores vantagens das plataformas de anúncio na internet: as segmentações de público por meio de dados fornecidos pelos usuários ao acessar conteúdos em um site.

Agora, com o fim dos cookies de terceiros, a disponibilidade desses dados será muito menor e dificultará o trabalho de anunciantes e agências de marketing e publicidade.

Apesar de estar previsto para acontecer no ano que vem, o Google já vem criando um processo de mudança na plataforma e as opções de segmentação estão sumindo gradativamente. Com base nisso, o mercado precisa buscar novos caminhos para contornar o fim dos cookies de terceiros .

Considerando os conceitos e estratégias de marketing, as melhores alternativas para continuar garantindo bons resultados no e-commerce se voltarão ao que sempre deveriam ter sido: pensar mais na jornada do cliente, criar conteúdos melhores e campanhas mais inteligentes, que captem a atenção do consumidor no topo do funil e não apenas no momento da conversão.

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Em geral, o caminho para continuar no rastro dos consumidores e manter as vendas em alta passa pelos fundamentos de marketing de varejo: criar conteúdo de valor, investir em branding, investir em qualidade de produto e em qualidade de atendimento, que sempre foram focos de marketing de empresas que querem competir no longo prazo.

Além disso, o próprio Google está criando alternativas proprietárias para minimizar a crise do fim dos cookies de terceiros, como a FLoC (Federated Learning of Cohorts), que é um tipo de rastreamento da web para desindividualizar os dados dos usuários, no entanto, esse não é o único caminho.

A tendência é que cada bigtech crie sua própria forma de rastreamento. O Facebook implementou a API de conversões, a Apple fechou seu ecossistema a partir do iOS 14, a Amazon disputa espaço entre os cinco principais canais de mídia online nos EUA.

A realidade é que essas ações pouco tem relação com privacidade como vem sendo anunciado. Privacidade é só uma desculpa bonita. Isso tem relação com deter dados de clientes e monetizar essas informações em ecossistemas fechados. A pressão da LGPD na União Européia também tem sido forte sobre as BigTechs.

Com o cenário atual de proteção de dados, as marcas não podem mais depender apenas do digital. Quem depende apenas de mídia pode chorar ou mudar de mentalidade, pois a proteção de informações será cada vez maior, o custo de mídia continuará crescendo a cada ano e a dependência de plataformas externas se tornará um risco. Não há como evitar esse impacto, é preciso amadurecer a estratégia. É preciso investir em branding, na criação de relacionamento com os clientes e em canais proprietários.

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As marcas que realmente entendem o ecossistema digital como um todo já investem em canais proprietários há muito tempo, como sites, blogs, apps, e-mail marketing, CRM e outras iniciativas de contato e relacionamento com leads e clientes que não dependem de mídia. Esse é o caminho.

É por todas essas questões que os empreendedores e anunciantes devem entender que realmente acabou a era das conversões fáceis e baratas. O trabalho ficará mais difícil, mais caro e mais complexo.

Não adianta criar apenas campanhas de venda direta, é preciso ser mais estratégico e aprender a chamar atenção, desenvolver percepção de marca para então fechar um negócio.

Num ambiente competitivo e multifacetado como o digital, depender de uma única mídia é um risco que ninguém pode correr.

“MSN”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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