Grupo protestou em frente ao TJ, em Porto Alegre

Mães de autistas lamentam decisão do STJ e pretendem recorrer

Publicado em

GERAL

A discussão em torno da votação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sobre o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já estava causando protestos em todo o País durante os últimos meses. Com a decisão favorável ao rol taxativo, nesta quarta-feira, diversos grupos manifestaram o sua indignação com o resultado da votação.

Em Porto Alegre, durante a votação, um grupo de mães de crianças dentro do Transtorno do Espectro Austista (TEA) protestou em frente ao Tribunal de Justiça. 

Érika Rocha, presidente do Projeto Angelina Luz e mãe de uma menina com TEA, esteve presente na manifestação e diz que diversos grupos já planejam recorrer à decisão. “A gente já estava esperando essa decisão, já temos os documentos para entrar com recurso imediatamente”, explica. A ativista julga que a decisão é incostitucional e terá de ser revista pelo Supremo Tribunal Federal. 

“A única chance que as pessoas com autismo têm de se desenvolver, buscar dignidade e independência, é através de terapias especializadas. Mesmo com o rol exemplificativo, os planos já não cobriam e tínhamos que recorrer judicialmente para ter acesso a essas terapias”, relata Érika. “As crianças com AME (Atrofia Muscular Espinhal) dependem de um medicamento que é o mais caro do mundo. As famílias conseguiam acesso a ele por via judicial. Essas crianças vão nascer condenadas à morte.”

Leia Também:  Madonna bebe água de tigela de cachorro e gera polêmica

Com o rol taxativo, Érika e muitos outros grupos que representam usuários de planos de saúde afirmam que pacientes ficarão desamparados e serão obrigados a recorrer ao SUS. “Esse vai ser o maior colapso do sistema de saúde do nosso país. Essa decisão veio mostrar para a gente que, ao contrário do que falam, a vida tem preço sim. Hoje ficou claro esse preço. Quem não tem condições de pagar particular está de mãos atadas”, lamenta.

“Essa é uma luta de todos nós, meu projeto é voltado ao TEA, mas isso impactará a todos nós, eu, você, nossos pais, nossos filhos”, advoca.

“Correio do Povo”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Publicados

em

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

Leia Também:  Em queda, ‘Jornal Nacional’ amarga pior início de ano da história

Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

Leia Também:  Correios terão alteração no expediente durante festas de fim de ano

O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA