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Agressão à mulher, homofobia, racismo: ‘fenômeno da internet’, lutador é banido de redes sociais

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Conforme os anos passam, as redes sociais se tornam cada vez mais uma ferramenta com grande capacidade de moldar o pensamento de massas e retorno financeiro. O artifício, no entanto, funciona como uma via de mão dupla, podendo causar impacto positivo, ou negativo, como é o caso do influenciador digital Andrew Tate. Ex-lutador de kickboxing, a ‘personalidade’ acabou banido das principais plataformas por gerar conteúdos polêmicos e que ferem as políticas de grandes empresas.

Com nome em alta nos campos de assuntos mais comentados no ‘Google’, Tate, de 35 anos, coleciona problemas com a justiça e, por gerar publicações que vão em desencontro com a manutenção do bem-estar social, acabou banido de redes como FacebookTwitterInstagram e TikTok. No último, o combatente acumula mais de 11 bilhões de visualizações.

A fama de Andrew fez com que o atleta fosse um dos convidados para competir na versão britânica do reality Big Brother, em 2016. O norte-americano, no entanto, não foi eliminado por votações, como acontece em casos comuns, mas, sim, após viralização de um vídeo em que supostamente agride uma mulher. A situação determinou a expulsão do participante.

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As polêmicas não param por aí. Com milhões de seguidores em suas redes sociais espalhados ao redor do mundo, Tate tornou sua permanência nas plataformas insustentável por compartilhar modelos de pensamentos que ultrajam a sociedade moderna. Entre o conteúdo já disponibilizado, o lutador chegou a incitar concepções racistas, homofóbicas e misóginas.

Hoje, quando se busca o nome ‘Andrew Tate’ nas plataformas citadas, o que se encontra são perfis de apoiadores, com conteúdos antigos. O influenciador, atualmente, não conta com um perfil próprio, tendo perdido, com as exclusões, sua alta capacidade de engajamento, mesmo que negativa.

Com tantas confusões, Tate optou por se mudar para a Romênia, mas seguiu com problemas. Em abril de 2022, o ex-lutador teve sua residência fiscalizada por policiais. A operação aconteceu por acusações de que Andrew mantinha em cárcere uma mulher de 21 anos. Com o caso ainda em andamento, também há denúncias de estupro e tráfico de pessoas.

Trajetória de Tate nas artes marciais

Conhecido inicialmente por sua atuação nas artes marciais, Andrew Tate teve relativo sucesso em modalidades como kickboxing, boxe, chegando, também, a se testar no MMA. Sua carreira transcorreu entre 2000 e 2020.

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No kickboxing, o lutador foi quatro vezes campeão mundial pelo ISKA. O atleta vestiu a cinta nos anos 2009, 2011 e 2013, atuando nas categorias peso cruzador, meio-cruzador e meio-pesado.

Pela ‘nobre arte’, o norte-americano disputou 85 lutas. Ao todo, o atleta somou 76 vitórias e nove derrotas.

A passagem pelas artes marciais mistas foi mais discreta na carreira de Andrew. Pela modalidade, foram cinco compromissos, com três triunfos e dois reveses.

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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