ECONOMIA
StoneX ajusta projeções de demanda de diesel A e biodiesel para 2025
ECONOMIA
Mudanças no cenário de mistura de biodiesel influenciam estimativas de consumo
Em resposta às recentes alterações anunciadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 18 de fevereiro, a StoneX revisou suas previsões para o consumo de diesel A e biodiesel em 2025. A expectativa de aumento anual das vendas de biodiesel, inicialmente calculada em 1,2 milhão de m³ devido à mudança na mistura para 15% a partir de março de 2025, foi ajustada para um crescimento de 600 mil m³, com o total projetado de 9,6 milhões de m³, considerando a manutenção do B14 durante o ano todo.
Este ajuste também reflete impactos no consumo de óleo de soja para a produção de biodiesel. Anteriormente, com a mistura B15, esperava-se um aumento de 600 mil toneladas, totalizando 8,3 milhões de toneladas. No novo cenário de B14, a estimativa é de um crescimento mais modesto, de 100 mil toneladas, alcançando 7,8 milhões de toneladas.
Em relação ao diesel A, a mudança no cenário de mistura trará uma expansão maior nas vendas. Enquanto o aumento projetado no cenário de B15 era de 900 mil m³, o novo cenário de B14 prevê uma elevação de 1,5 milhão de m³, totalizando 59,7 milhões de m³. Caso confirmada, essa expansão acentuada no volume de vendas de óleo diesel fóssil, em um mercado com baixa capacidade ociosa de refino, deverá intensificar ainda mais os volumes de importação do combustível.
Em 2024, os preços do óleo de soja apresentaram um aumento significativo, impulsionado pela maior demanda do biodiesel, pela alta do dólar em relação ao real e por uma safra abaixo do esperado, que restringiu o avanço do esmagamento no país. O óleo de soja flat Paranaguá registrou uma valorização de 42,5% ao longo do ano, o que resultou em um aumento de 41,6% nos preços do biodiesel, conforme o indicador da ANP.
A análise da inflação acumulada nos preços do óleo de soja ao consumidor final revela que, enquanto o indicador esteve em território negativo no primeiro semestre de 2024, passou a apresentar uma tendência altista no segundo semestre, com aumentos mensais de 5,1%, 11% e 5,1% nos meses de outubro, novembro e dezembro, respectivamente. O ano terminou com uma alta de 29,2%, e, em janeiro de 2025, o indicador recuou para 24,5%, conforme dados mais recentes do IBGE.
No contexto da inflação, o óleo de soja representa apenas 0,027% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e 1,74% dentro do grupo de alimentação no domicílio, que corresponde a 15,7% do IPCA. Embora o impacto direto do aumento no preço do óleo de soja seja relativamente pequeno, seu efeito pode ser ampliado devido ao uso da matéria-prima em outros produtos alimentícios, como maionese, margarina e itens industrializados. No entanto, como o óleo de soja representa apenas uma fração do custo final desses produtos, o impacto tende a ser diluído ao longo da cadeia produtiva.
Por fim, embora o aumento dos preços do óleo e do biodiesel tenha sido substancial em 2024, a elevação da mistura para 15% em 2025 não deverá resultar em aumentos de mesma intensidade. A expectativa é de um avanço mais moderado, especialmente se comparado aos aumentos anteriores, como os registrados de 10% para 12% em 2023 e de 12% para 14% em 2024. Além disso, a previsão de uma safra recorde deve impulsionar o esmagamento, aumentando a disponibilidade de óleo e ajudando a equilibrar a oferta e a demanda no mercado interno.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


