Cotidiano
Caos na saúde em Colíder: Mulher em estado grave espera por regulação há 30 dias para uma cirurgia, entra com ação na justiça mas procedimento é sempre adiado
Há tempos a saúde pública em Mato Grosso é o caos institucionalizado.
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Por: Joel Teixeira
A senhora Lourdes Aparecida Azevedo, 46 anos, residente em Colíder a 648 km de Cuiabá, sofreu um acidente de moto no dia 29/08. No dia 03/09 ela deu entrada no HRCOL ( Hospital Regional de Colíder) com duas vértebras quebradas, totalmente destruídas com estilhaços de ossos; um dos estilhaços entrou no líquido medular na coluna o que atrapalha a passagem do líquido, por causa disso dona Lourdes está perdendo os movimentos inferiores e corre risco de paraplegia. O HRCOL juntamente com a Secretaria de Saúde Municipal, tentam regular ( transferir para procedimento em hospital adequado) a paciente desde o dia 05/09.
Ainda, segundo familiares de Lourdes Aparecida, eles esperaram até o dia 15/09 sem nenhum sucesso. Desesperados, entraram com um pedido judicial pela defensoria pública da vara de Colíder. Após o processo, foi expedida uma liminar para que o HRCOL a cumprisse em cinco dias, o prazo estipulado pelo Juiz na liminar, venceu Domingo (24). Nenhuma vaga havia sido liberada para a paciente, a justiça deu um prazo de 24 horas para que o Hospital Regional e o Município de Colíder regulasse-a para a cirurgia em hospital com neurocirurgião e ortopedista.
De acordo com a família de Lourdes, a cirurgia é de alto risco e muito complexa. Não se sabe o que aconteceu, mas os réus conseguiram prolongar a data por mais cinco dias, que venceu na sexta-feira às 0hras. Ansiosos, os familiares esperaram de sexta-feira (29) até esse Domingo (01) receberam notícias por volta das 13:30h que o Juiz plantonista que é de Nova Canaã do Norte, deu mais um prazo de 72 horas para que o Regional e a Secretaria Municipal de Saúde providenciem a transferência regulada da paciente grave.
Revoltados, os familiares de Lourdes temem pela piora dela, porque ela corre risco de morte. Além das vértebras quebradas e de estilhaço no líquido da medula, ela ainda tem três costelas fraturadas e uma delas perfurou o pulmão. Devido estar acamada por 30 dias à espera da cirurgia, corre o risco de acumular líquido no pulmão.
A nossa reportagem tentou contato com o diretor do Hospital Regional, mas não conseguiu retorno. Por ser Domingo a Secretaria Municipal de Saúde está fechada.
Descumprimento de decisão judicial, gerou prisão de Secretário de Estado de Saúde
No dia 22/09 o Secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Luiz Soares, foi preso por não ter atendido à uma ação da justiça que pedia remédio para um paciente de Nova Canaã do Norte, a 696 KM DE Cuiabá. A decisão foi do Juiz Fernando Kendi Ishikaw da comarca de Nova Canaã do Norte. O procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, disse que o mandado judicial era para fornecer um medicamento ( Canabidiol ) que não é autorizado pela Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária), proibido pelo SUS ( Sistema Único de Saúde).
Veja entrevista em que o diretor do HRCOL, Elizandro Nascimento faz um compromisso com a população em disponibilizar neurologista para o Hospital Regional de Colíder ( aos 17'22")
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Governo desmente notícia de que arroz importado é de plástico ou contaminado
BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura desmentiu nesta quarta-feira, 29, em nota, uma notícia falsa de que o arroz importado está contaminado ou é de plástico. Segundo a pasta, as alegações são mentirosas. “O Ministério da Agricultura fiscaliza alimentos que entram no País, e o edital da Conab especifica o tipo de arroz a ser adquirido”, esclarece a pasta.
O ministério lembrou que a autorização do governo para a importação de até 1 milhão de toneladas de cereal beneficiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visa garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que poderia ser comprometido pelos impactos das enchentes à produção gaúcha.
“Diante dessas medidas, produtores de desinformação criaram narrativas inverídicas sobre o produto a ser importado. Dentre esses boatos, existe a alegação de que o arroz importado seria contaminado por vermes, vírus ou outros parasitas nocivos ao ser humano. A legislação brasileira e os acordos internacionais para o trânsito de produtos vegetais e insumos agrícolas entre países estabelecem regras para garantia da qualidade, segurança e conformidade dos produtos, bem como a avaliação do risco de disseminação de pragas”, esclareceu o ministério.
A governo ressaltou que, no Brasil, a fiscalização e o controle são feitos por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. “Os procedimentos e exigências fitossanitárias são específicos para cada tipo de mercadoria, incluindo sementes e mudas, bebidas, alimentos e insumos agropecuários”, acrescentou.
Segundo o ministério, também é mentira que o arroz importado seria “de plástico”. “O aviso de compra pública divulgado pela Conab para aquisição do grão é explícito ao especificar como objeto ‘arroz beneficiado, polido, longo fino, tipo 1, safra 2023/2024′?, diz a nota.
A oferta de arroz no País, segundo o governo, é regulamentada pela instrução normativa 6/2009. A norma reconhece apenas grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. e classifica o produto em dois grupos: arroz em casca (natural ou parbolizado) e arroz beneficiado (integral, polido, parbolizado integral e parbolizado polido).
Supermercados
O governo federal estima que o arroz que será importado pela Conab deve chegar às gôndolas dos supermercados em até 40 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
“O tempo de chegada vai depender do local do fornecedor do arroz, porque, se vier da Ásia, demora um pouco mais que o dos players do Mercosul. Acredito que em 30 a 40 dias esse arroz estará nas gôndolas dos supermercados ao consumidor”, disse Fávaro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
O arroz importado pelo governo será comercializado a R$ 20 por pacote de 5kg, com identificação do governo federal, embalado na origem e preço tabelado, segundo Fávaro. O arroz a ser comprado será o agulhinha tipo 1.
“A medida provisória do Executivo autorizou compra de até 1 milhão de toneladas. Iremos comprar somente o necessário até o mercado se estabilizar mantendo níveis razoáveis de preço ao consumidor”, afirmou. Segundo ele, não haverá racionamento na quantidade de venda por consumidor.
O ministro refutou a ideia de que a medida para importação do arroz pelo governo seja intervenção estatal. “O governo não quer intervir no mercado, mas o mercado deve voltar logo ao preço justo com o combate à especulação. Estamos longe de qualquer intervenção, até porque se o Brasil produz em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz, 300 mil toneladas não farão intervenção”, defendeu.
Ele também disse que o governo não planeja afrontar os produtores com a medida. “Sabemos que o Rio Grande do Sul tem estoque suficiente e não há risco de desabastecimento, mas o governo precisa coibir a especulação. O preço do arroz subiu de 30% a 40% em um mês, o que é inconcebível. Não precisaríamos importar se tivesse situação normal”, disse.
“MSN”

