CUIABÁ

Siga nossas redes

O objetivo foi desarticular uma associação criminosa para cometimento de crimes ambientais e crimes contra a administração pública envolvendo um servidor da Funai, uma liderança indígena e garimpeiros ilegais

PF prende cacique e servidor da Funai em MT por permitirem garimpo ilegal em terras indigenas

Publicado em

CUIABÁ

Por Pedro Ribeiro.
A Polícia Federal em conjunto com o Ibama deflagrou no fim da tarde de domingo,20, no contexto do Programa Guardiões do Bioma, a Operação Ato Reflexo para desarticular uma associação criminosa para cometimento de crimes ambientais e  crimes contra a administração pública envolvendo um servidor da Funai, uma liderança indígena e garimpeiros ilegais.
Durante ações de fiscalização em uma terra indígena  localizada entre os municípios de Juína/MT e Aripuanã/MT, foram apreendidos  dois celulares. Após a análise dos aparelhos, foi constatado que um servidor da FUNAI  trabalhando como “agente duplo” utilizando sua função pública  para repassar, previamente,  informações a alguns garimpeiros sobre a realização de operações de crimes ambientais realizadas por policiais federais e o IBAMA, e cobrando para dar tal informação. Também foi confirmada a participação de uma liderança indígena  que recebia 20% do ouro extraído da Terra Indígena.
Foram cumpridos os mandados de prisão expedidos  pela Vara Federal de Juína/MT em desfavor da liderança indígena e do servidor da FUNAI.  O  proprietário de máquinas a quem foi transmitida a informação de que haveria operação policial dirigida aos garimpos até o momento encontra-se foragido.
As investigações terão continuidade para identificar os indivíduos envolvidos nas demais práticas criminosas investigadas.
“Página 12”
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Esquema teria desviado dinheiro para combate à Covid em Cuiabá
Propaganda

CUIABÁ

81 POLICIAIS PRESOS EM MT, ACUSADOS DE 24 EXECUÇÕES

Publicados

em

Por Yuri Ramires.

Policiais que atuavam no Batalhão de Operações Especiais (Bope), na Força Tática do 1º Comando Regional e na Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) são investigados por forjar crimes para matar pessoas em Cuiabá e Várzea Grande. O objetivo era promover nomes dos policiais, além dos batalhões em que eles atuavam.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está cumprindo 81 prisões dos investigados em 24 mortes, além de tentativas de homicídios com 4 sobreviventes.

Operação tem o apoio ainda do Ministério Público Estadual (MPE). Sabe-se que, de acordo com a investigação, um colaborador chamava pessoas envolvidas em crimes, para cometer falsos roubos e furtos, sendo que, na verdade, o objetivo era matar os participantes.

Eles eram atraídos para locais ermos, onde os policiais já estavam. Lá, eles eram sumariamente executados, com o falso fundamento de confronto. “Há farto conteúdo probatório que contrapõe a tese de confronto apresentada pelos investigados”, diz a polícia.

Leia Também:  Governo multa em R$ 11 mi empresas acusadas de pagar propina

O objetivo principal do grupo era ‘promover’ o nome dos policiais que estavam envolvidos na ação, bem como dos respectivos batalhões em que eles eram lotados. Reportagem do entrou em contato com a PM, que por meio da assessoria de imprensa informou que “assim que a operação for finalizada e todos os mandados forem cumpridos vai se pronunciar sobre o caso”.

Por fim, foi informado ainda que os detalhamentos dos fatos só serão apresentados no final das diligências e conclusão da investigação, que está sendo realizada pelos promotores de Justiça que atuam no Núcleo de Defesa da Vida.

“O Ministério Público e a Polícia Civil esclarecem que as ações investigadas foram praticadas por alguns membros da corporação que agem à margem e à revelia da lei. Enfatizam, no entanto, o relevante trabalho que a Polícia Militar realiza para a sociedade no combate à criminalidade e na proteção do cidadão. Simulacrum é a tradução em latim de simulacro (aquilo que tem aparência enganosa)”, informou a polícia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA