VOMITAVA SANGUE
Mulher de 53 anos morre após cirurgia plástica em Cuiabá
CUIABÁ
Cleiva Alves da Silva, 53, morreu na quinta-feira (5) após complicações de uma cirurgia plástica no Hospital Santa Helena. Ela chegou a ter alta, mas voltou a ser internada no dia 31 de julho após vomitar sangue e ter muita falta de ar. A unidade de saúde afirma que foi prestada toda assistência e lamenta o falecimento.
Segundo informações do boletim de ocorrências registrado pelo filho da paciente, ela foi hospitalizada no dia 29 de julho para fazer um procedimento de abdominoplastia. De alta médica, ela foi para casa.
Porém, no dia 31 de julho, a mulher voltou ao hospital passando mal. Cleiva tinha falta de ar e vomitava sangue. O médico que a operou, Magno Stefane César, reconheceu que a reação da mulher não era esperada e fez outro procedimento para tentar fazer com que voltasse a respirar normalmente.
A cirurgia foi reaberta e suturada novamente. A paciente permaneceu internada e foi colocada sob ventilação mecânica no dia 5 de agosto, devido à piora no quadro. A morte de Cleiva foi confirmada horas depois.
Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionados até o hospital para liberação do corpo e iniciar investigação do caso.
Outro lado
Reportagem do GAZETA DIGITAL entrou em contato com o médico Magno Stefane, mas ele não estava em seu consultório. O Hospital Santa Helena foi procurado e, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que prestou todo o atendimento a paciente e lamentou o ocorrido, veja:
“Diante do falecimento de uma paciente ocorrida na manhã desta quinta-feira (05.08) após um procedimento cirúrgico, a diretoria do Hospital Beneficente Santa Helena (HBSH), esclarece que toda a assistência necessária foi prestada tanto pela equipe médica, quanto pelo hospital.
O HBSH se solidariza com a família da paciente neste momento de dor e informa que uma comissão interna seguirá os protocolos de investigação dos fatos.”
“Gazeta Digital”
CUIABÁ
Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.
A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.
O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.
“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”
Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”
Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.
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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.
A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.
A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).
“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

