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1 mês após perder filho, jornalista e presidente do Diário morre em Cuiabá

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CUIABÁ

Apenas um mês após perder o filho, Éden Praeiro, vítima da covid-19, morre o jornalista e empresário cuiabano, Adelino Messias de Mattos Praeiro, 83 anos, na noite desta quinta (29). Adelino era diretor-presidente do Jornal Diário de Cuiabá onde seu filho, de 56 anos, era diretor administrativo-financeiro.

Ele estava internado em uma unidade de saúde da Capital para tratar de problemas de diabetes, hipertensão, problemas renais crônicos. Seu estado de saúde se agravou após ter passado por profundo abalo emocional em razão da morte do filho, em 21 de junho.

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Guilherme Maluf, lamentaram a morte do jornalista.

“Recebi com muita tristeza a notícia da morte do jornalista e empresário Adelino. A comunicação perde um profissional exemplar. Neste momento de profunda dor, me solidarizo com a família”, afirma o prefeito.

Adelino Praeiro marcou época no rádio e no jornalismo mato-grossenses. Ao lado de sua mulher, dona Íris Capilé de Oliveira, por 51 anos dirigiu o Diário de Cuiabá. O profissional foi assessor de imprensa do governador Pedro Pedrossian, em 1969.

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Para Maluf, Adelino “foi um dos grandes nomes da imprensa mato-grossense e esteve por mais de meio século à frente do Diário, fez jornalismo com amor e seriedade, prestando grandes serviços em defesa da democracia. Hoje seu nome se eterniza em nossa história”.

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CUIABÁ

Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos

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A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.

A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.

Senadores Jorge Seif, Eduardo Girão e Sérgio Moro; oposição compareceu à comissão para apoiar projeto contra ‘saidinha’ de presos Foto: Geraldo Magela/Agência Senado© Fornecido por Estadão

O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.

Na cerimônia de retorno das atividade do Congresso, realizada nesta segunda-feira, 5, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que a Casa daria atenção especial à pauta de segurança pública.

“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”

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Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”

Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.

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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.

A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.

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A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).

“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

“Estadão”
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