Nildes posou para fotos e vídeos foram registrados
Jornalista aparece na Arena Pantanal e é recebida com festa por torcedores do Cuiabá
CUIABÁ
Por Joel Teixera
Após ganhar o noticiário no Estado por contas das polêmicas em que está se envolvendo, a jornalista Nildes Souza, 37 anos, tem prestigiado diversos locais com aglomerações, apesar de probida pela Justiça de sair a noite, frequentar bares e de consumir bebida alcoólica. Reconhecida por conta da tornozeleira eletrônica que está usando desde terça-feira (12), ela tem sido “saudada” por onde passa, sempre com registros de fotos e vídeos.
Após ser fotografada na tarde de hoje pela Avenida Couto Magalhães e sacando dinheiro numa agência bancária de Várzea Grande, a jornalista esteve na noite de ontem nas imediações da Arena Pantanal, onde o Cuiabá venceu o Sport por 1 a zero. Nildes apareceu por lá enquanto os torcedores comemoravam a vitória do Dourado e acabou “fazendo a festa” com os torcedores.
Perto de integrantes de uma organizada, sambou enquanto a bateria da torcida voltou a tocar. Virou até grito de guerra dos torcedores. “A loira é da raça, ô,ô,ô,”, era um dos cantos.
Também posou para fotos com alguns torcedores e abraçava outros. Ela não apareceu com nenhum copo de bebida na mão.
POLÊMICAS
A primeira polêmica de Nildes ocorreu na noite de segunda-feira. Na ocasião, foi detida por jogar bebida no rosto de um policial militar num bar na Praça Popular. Ficou detida até terça-feira, quando passou por audiência de custódia, onde ganhou liberdade com uso de tornozeleira eletrônica e outras proibições.
Na noite de quarta, a jornalista voltou a Praça Popular. A PM, acionada pelo presidente da Associação de Cabos e Soldados, conduziu ela até a Central de Flagrantes. Como descumprimento de cautelar necessita de decisão judicial para a acusada ser detida, foi liberada pela Polícia Civil sem necessidade de passar pela custódia.
Porém, na delegacia deu entrevistas com falas desconexas e confusas, revelando ter algum tipo de transtorno mental. Na primeira detenção, ela admitiu sofrer de bipolaridade.
Após sair da delegacia na noite de ontem, Nildes teria retornado à Praça Popular, mas deixou a região após ser alertada por um vendedor de balas. Voltou a ser notícia após brigar com um frequentador de um bar na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande.
Após esse episódio, o debate sobre sua saúde mental ganhou força. A Associação de Cabos e Soldados conseguiu arrumar um psiquiatra para consultá-la e recebeu aval da família. Contudo, além de não saber seu paradeiro, necessita de decisão judicial para um tratamento involuntário.
Nas redes sociais, passou a ganhar seguidores, apesar de sua última postagem no feed do Instagram ter ocorrido no último dia 10. Já nos stories, compartilhou uma postagem do influencer Gato Louco na Arena
´´Folha/Max“
CUIABÁ
Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.
A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.
O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.
“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”
Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”
Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.
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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.
A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.
A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).
“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

