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Recuperação do Poder de Compra Frente ao Milho e Crescimento Contínuo em Relação ao Farelo de Soja

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Análise do Mercado de Suínos e Impactos no Poder de Compra

De acordo com levantamentos realizados pelo Cepea, o poder de compra dos suinocultores paulistas se recuperou em novembro frente ao milho, e registrou um crescimento pelo quinto mês consecutivo em relação ao farelo de soja. Durante o período, os preços médios do suíno vivo no mercado independente apresentaram uma alta significativa, especialmente na região de SP-5 (abrangendo cidades como Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), enquanto os preços do milho na praça de Campinas (SP) avançaram de maneira menos pronunciada. Por outro lado, o farelo de soja registrou uma queda nos preços médios mensais.

Flutuação de Preços e Oferta de Animais

Nos últimos dias, contudo, os preços do suíno experimentaram uma queda acentuada. Pesquisadores do Cepea apontam que a oferta de animais para abate no mercado independente superou a demanda, o que foi agravado pela baixa liquidez da carne. Além disso, muitos produtores passaram a oferecer lotes extras de suínos, temendo novas quedas de preços no curto prazo. Essa estratégia resultou em um descompasso entre oferta e demanda, conforme explicam os especialistas do Cepea, impactando negativamente os preços no mercado.

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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