ECONOMIA
Milho registra alta no Brasil com retenção da oferta e especulações sobre safrinha
ECONOMIA
Mercado segue com negociações limitadas enquanto produtores controlam volumes ofertados
O mercado de milho no Brasil encerrou mais uma semana com negociações restritas e cotações em alta. Segundo levantamento da Safras Consultoria, os produtores mantiveram uma postura cautelosa, ofertando volumes reduzidos, o que dificultou a ampliação dos estoques por parte dos consumidores em diversas regiões do país.
Além da retenção de oferta, as especulações em torno do clima mais seco previsto para a safrinha em algumas localidades também impulsionaram os preços. A colheita e o escoamento da safra de soja seguiram impactando a logística, acrescentando mais um fator de pressão sobre as cotações do milho.
No mercado internacional, a semana foi marcada por oscilações. No início, a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre alguns mercados gerou tensão comercial, provocando queda nas cotações. No entanto, sinais de forte demanda pelo milho norte-americano e preocupações climáticas na América do Sul impulsionaram a valorização dos preços no decorrer da semana.
A Safras Consultoria destaca ainda que o mercado começa a voltar atenção para o relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, previsto para 31 de março, fator que pode trazer novas variações ao setor.
Cotações internas
No Brasil, o preço médio da saca de milho foi cotado a R$ 84,78 em 20 de março, representando uma alta de 0,91% em relação aos R$ 84,01 registrados na semana anterior. No mercado disponível ao produtor, os valores também apresentaram variação:
- Cascavel (PR): R$ 82,00 por saca (+1,23%)
- Campinas/CIF (SP): R$ 96,00 por saca (+1,05%)
- Mogiana (SP): R$ 93,00 por saca (+1,09%)
- Rondonópolis (MT): R$ 83,00 por saca (estável)
- Erechim (RS): R$ 78,00 por saca (+1,3%)
- Uberlândia (MG): R$ 84,00 por saca (-1,18%)
- Rio Verde (GO): R$ 86,00 por saca (+1,18%)
Exportações em alta
As exportações de milho brasileiro registraram receita de US$ 147,479 milhões nos primeiros oito dias úteis de março, com uma média diária de US$ 18,434 milhões. O volume total embarcado foi de 612,929 mil toneladas, resultando em uma média diária de 76,616 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 240,60.
Em comparação com março de 2024, os números apontam uma alta expressiva de 265,5% na receita média diária de exportação, um crescimento de 258,6% na quantidade exportada por dia e uma valorização de 1,9% no preço médio do produto.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


