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Pesquisadores usaram como base para o estudo um surto da variante Delta na região de Guangdong, na China; dados são preliminares e precisam da revisão de pares

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Um estudo preliminar publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China revelou que a Coronavac apresenta eficácia contra casos graves de Covid-19 causados pela variante Delta.

O artigo – publicado na forma de pré-print – ainda necessita de revisão de pares e usou como base um surto da variante Delta na região de Guangdong, no Sudeste da China, entre maio e junho.

Segundo os dados, todos os imunizantes foram capazes de criar proteção de até 77,7% para os casos de pneunomia e a vacinação completa foi 100% eficaz contra casos graves. 

O surto acometeu mais de 10 mil pessoas e, entre os avaliados, 1,7 mil receberam as duas doses da vacina – que poderia ser a Coronavac ou outras três em uso no país. 

Entre os mais de 10 mil infectados, apenas 102 contraíram pneunomia – 85 casos foram em pessoas não vacinadas. Entre os demais, 12 pessoas haviam recebido a primeira dose da vacina e outras cinco estavam completamente vacinadas. 

Já entre os 19 pacientes que desenvolveram Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nenhum havia sido imunizado. 

No estudo, os pesquisadores afirmam que a “vacinação completa com vacinas inativadas é eficaz contra pneumonia, doenças graves e críticas causadas pela variante B.1.617.2”. E ressaltam que, mesmo diante dos resultados positivos, todos os esforços devem ser feitos para garantir a vacinação completa das populações-alvo.

Os pesquisadores apontam, no entanto, que as amostram colhidas para este artigo ainda são pequenas e que estudos adicionais precisam ser feitos para concluir a real efetividade das vacinas em uso no país.

“CNN”

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Médico negacionista faleceu de Covid-19 e causa da morte foi omitida pela Prevent Sênior

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Nise Yamaguchi fez parte da equipe que fez experimentos ineficazes com Anthony Wong, revela reportagem da Revista Piauí

Por Lucas Rocha

O médico pediatra e toxicologista Anthony Wong, usado como referência por bolsonaristas na crítica ao isolamento social e na defesa da hidroxicloroquina, teve a real causa mortis escondida. Em janeiro, o negacionista morreu justamente por conta da Covid-19 e chegou a ser “tratado” pela também negacionista Nise Yamaguchi.

Dra. Nise Yamaguchi, médica negacionista chegou a ser ouvida pela CPI da Covid por ter participado de um suposto conselho pró-Cloroquina no Governo Bolsonaro

Segundo reportagem da jornalista Ana Clara Costa, da Revista Piauí, a nota revelada pela família sobre a morte do médico não trazia a informação completa sobre seu óbito. Wong faleceu no hospital Santa Maggiori, ligado à rede Prevent Sênior.

A Piauí conseguiu acesso ao prontuário médico de Wong, que mostra que ele foi internado com sintomas de Covid-19 e morreu em decorrência de complicações provocadas pelo Sars-Cov-2.

Logo que chegou na unidade hospitalar, em 17 de novembro, ele informou os sintomas e a utilização de hidroxicloroquina, que não possui eficácia comprovada contra a doença, mas que era defendida por ele. Um exame constatou a infecção pelo coronavírus.

Segundo a reportagem, ele foi uma das cobais do “kit Covid” da Prevent, com hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Wong passou ainda por outros procedimentos ineficazes, como a ozonioterapia retal, por 20 dias. Toda essa parafernália não funcionou e ele teve que ser entubado em 21 de novembro.

A médica reponsável pelo tratamento era Nise Yamaguchi.

Wong teve que passar por traqueostomia, ventilação mecânica ainda mais invasiva, e acabou sendo acometido por uma pneumonia bacteriana. Segundo a reportagem, a infecção é um dos riscos que a respiração mecânica pode oferecer.

Apesar disso, o atestado de óbito emitido pela Prevent escondeu que o médico negacionista teve Covid-19.

‘Folha da PB”

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