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ONU lamenta situação “terrível” de direitos humanos e execuções extrajudiciais na Ucrânia

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O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira que a invasão da Ucrânia pela Rússia causou uma situação terrível de direitos humanos e levou a uma ampla gama de violações de direitos, incluindo execuções extrajudiciais e tortura, que podem equivaler a crimes de guerra.

O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou em um relatório estar particularmente preocupado com a tortura e maus-tratos de detidos pelas forças russas e grupos armados afiliados, mas disse que houve violações de direitos por ambos os lados.

O ACNUDH também disse estar “altamente preocupado” com os “enormes riscos” representados por hostilidades próximas ou em usinas nucleares e pediu medidas imediatas para desmilitarizar a usina nuclear de Zaporizhzia ocupada pelas forças russas.

Kiev e Moscou não comentaram imediatamente o relatório, realizado entre 1º de fevereiro e 31 de julho e baseado no trabalho da Missão de Monitoramento de Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia. Ambos os lados têm negado alegações de abusos dos direitos humanos.

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“O ataque armado em curso da Federação Russa contra a Ucrânia e as hostilidades associadas resultaram em uma situação terrível de direitos humanos em todo o país. O conflito armado levou a uma ampla gama de violações de direitos humanos que afetam civis e combatentes”, informou o documento.

O ACNUDH disse que continua documentando e verificando alegações de assassinatos ilegais de centenas de civis pelas Forças Armadas russas nas regiões de Kiev, Sumy e Kharkiv.

“Terra.com.br”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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