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Somos a “imprensa lixo”

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SINTO-ME PRIVILEGIADO POR FAZER PARTE DA “IMPRENSA LIXO”

Por: Jornalista Joel Teixeira 

É a “imprensa lixo” que mostra os abusos em todas as esferas políticas.

É a “imprensa lixo” que mostra a sua rua esburacada e logo vem a solução.

É a “imprensa lixo” que publica os abusos de autoridade que ferem as leis e a dignidade humana.

É a “imprensa lixo” que desmascara os corruptos e os corruptores .

É a “imprensa lixo” que muitas vezes serve como ponto para tirar famintos da fome, desgraçados da desgraça e para pedir justiça aos injustiçados.

É a “imprensa lixo” que faz o barulho e que ecoa nos ouvidos dos mal intencionados, alertando-os que aqui há quem veja, quem fala e denuncia .

É a “imprensa lixo” a quem você procura, quando o estado não lhe assegura saúde, educação e segurança.

Somos com orgulho, a “imprensa lixo.”

Sem nós, sobrará a você cidadão, apenas o lixo e a escuridão.

 

EU AMO FAZER PARTE DA “IMPRENSA LIXO” . ESTOU À SUA DISPOSIÇÃO PARA RECOLHER O LIXO QUE JOGAREM EM VOCÊ…

E MOSTRAR NA INTERNET, NO JORNAL IMPRESSO, NO RÁDIO E NA TV.

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A Urgente Necessidade de Reformulação dos Tribunais de Contas Estaduais

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A atuação dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs), órgãos responsáveis pela fiscalização das contas públicas, tem sido alvo de críticas e questionamentos crescentes. A falta de parâmetros técnicos objetivos na análise das contas, somada à forte influência política na composição e nas decisões desses tribunais, compromete a imparcialidade e a eficácia do controle externo.
A “dosimetria” das contas públicas, ou seja, a avaliação do impacto das decisões fiscais, é um processo complexo e subjetivo. A ausência de critérios uniformes e rígidos permite que cada TCE adote interpretações e metodologias distintas, abrindo espaço para decisões arbitrárias e politicamente motivadas.

A influência política nos TCEs é um problema endêmico. A nomeação de conselheiros, muitas vezes apadrinhados por políticos, compromete a independência e a imparcialidade dos julgamentos. Decisões técnicas são frequentemente submetidas a interesses partidários, resultando em análises tendenciosas e na impunidade de gestores públicos corruptos.

A falta de transparência e de mecanismos de controle social agrava o problema. As decisões dos TCEs são pouco divulgadas e raramente submetidas ao escrutínio público. A sociedade civil, que deveria ser a principal beneficiária do controle externo, é mantida à margem do processo.

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A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), embora importantes, não são suficientes para garantir a objetividade e a imparcialidade dos TCEs. A falta de mecanismos eficazes de fiscalização e punição permite que os tribunais ajam com autonomia excessiva, sem prestar contas à sociedade.
Diante desse cenário, é urgente a necessidade de uma profunda reformulação dos TCEs. A criação de critérios técnicos objetivos e uniformes para a análise das contas, a adoção de mecanismos de controle social e a garantia da independência e da imparcialidade dos conselheiros são medidas essenciais para restaurar a credibilidade e a eficácia desses órgãos.

A sociedade brasileira não pode mais tolerar a ineficiência e a politização dos TCEs. A gestão responsável dos recursos públicos e o combate à corrupção exigem um controle externo rigoroso, transparente e imparcial. A reforma dos tribunais de contas é um passo fundamental para garantir a justiça e a eficiência na administração pública.

Rafael Pio é assessor parlamentar, sociólogo, bacharelando em Ciência Política e membro da ABCP – Associação Brasileira de Ciência Política.

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