POLÍTICA
Prefeito do RS grava ligação com ministro de Lula, que denuncia tentativa de ‘lacrar na internet’
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BRASÍLIA – O prefeito de Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, Fabiano Feltrin (PP), gravou e divulgou uma ligação onde cobrou recursos do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta. Em resposta, Pimenta disse que foi recebido com “hostilidade” por Feltrin e declarou que o chefe do Executivo do município tentou “lacrar na internet” a partir de “uma mentira” sobre a apoio que está sendo fornecido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às cidades gaúchas.
Em um vídeo que está sendo compartilhado por políticos de oposição a Lula, Feltrin aparece conversando com Pimenta por telefone, que está no viva voz. Enquanto os dois falam, uma terceira pessoa grava o prefeito, que cobra recursos do governo federal e sugere que o ministro estaria “ligando para xingar”.
“Da maneira como está, vai vir R$ 300 mil para Farroupilha. Só em uma contenção que eu tenho que fazer aqui é mais de R$ 10 milhões. R$ 300 mil, o senhor acha que eu vou fazer o que aqui?”, diz Feltrin.
A ligação de Pimenta ocorreu após um áudio de Feltrin viralizar nas redes sociais, com denúncias sobre uma suposta falta de recursos destinados aos municípios gaúchos por parte do governo federal. Na gravação, o chefe do Executivo de Farroupilha disse que não haviam sido feitos depósitos no caixa da cidade até esta quarta-feira, 7.
“É uma irresponsabilidade que estão falando que estão chegando dinheiro nos municípios. Com relação às emendas, elas já estão licitadas para determinados serviços. Então, adiantar e pagar as emendas também serão insuficientes. O que a gente precisa é de dinheiro do governo federal, nós precisamos de dinheiro para saúde”, disse Feltrin no áudio, repercutido por parlamentares de oposição ao governo Lula.
Na noite desta quinta-feira, 9, Pimenta publicou, nas redes sociais, uma resposta à Feltrin nas redes sociais. O ministro disse que foi recebido com “hostilidade” pelo prefeito e declarou que ele tentou “lacrar na internet”. Segundo o chefe da Secom, nenhuma solicitação de recurso da União havia sido protocolada pela prefeitura de Farroupilha até então.
“Mesmo assim, eu fiz questão de ligar para ele, de forma gentil, para saber se tinha alguma questão pendente, como estou fazendo com todos os prefeitos. Ele, de uma forma absolutamente inadequada, não só me gravou como fez um vídeo para tentar lacrar na internet em época de crise, em meio a toda essa dramaticidade”, afirmou Pimenta.
Pimenta também afirmou que os R$ 300 mil citados pelo prefeito foram solicitados após a repercussão do vídeo onde os dois conversam por telefone. Segundo o ministro, a verba é uma “ ajuda emergencial” para comprar água, comida, material de limpeza e higiene.
“Isso não tem nada a ver com os projetos que vão ser apresentados pelas prefeituras. Mais de 30 municípios já tiveram projetos aprovados. Então, Farroupilha vai fazer um plano de trabalho para reconstrução, para restabelecimento. Isso não tem a ver com ajuda humanitária, que são esses R$ 300 mil que a cidade vai receber agora”, completou o ministro da Secom.
Chuvas no RS já deixou ao menos 107 mortos e 136 desaparecidos
A maior tragédia climática do Rio Grande do Sul já deixou ao menos 107 mortos e 136 desaparecidos até a tarde desta quinta-feira, 9. Em todo o Estado, há cerca de 165 mil desalojados e 67 mil pessoas em abrigos públicos. Segundo a Defesa Civil estadual, 428 dos 497 municípios gaúchos foram afetados pelos temporais.
Uma das mortes confirmadas pelo governo do Rio Grande do Sul foi registrada em Farroupilha, cidade de Fabiano Feltrin.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

