POLÍTICA
Milton Leite fala em reavaliar relação com governo Lula após Nunes ser chamado de adversário
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Principal liderança do União Brasil em São Paulo, o vereador Milton Leite afirma que o partido pode reavaliar a relação com o governo federal se o presidente Lula (PT) enxerga o prefeito Ricardo Nunes (MDB) como um inimigo.
Nesta quarta-feira (1º), em ato do 1º de Maio, o petista se referiu a Ricardo Nunes (MDB) como “nosso adversário municipal”, o que gerou incômodo em lideranças de partidos que compõem a base do governo federal e que decidiram apoiar a reeleição do prefeito, como MDB, União Brasil e Solidariedade.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, o petista deveria “cuidar do governo federal, que está mal administrado e sem base”, e não “definir os adversários nas cidades”.
“Nas cidades temos vários aliados do Congresso que agora estão sendo chamados de adversários. Se seremos tratados como adversários no Congresso, vamos avaliar isso no melhor momento. O presidente erra ao se transformar em cabo eleitoral do Boulos, futuro perdedor na disputa em São Paulo”, afirma Leite.
Em discurso no palanque do evento de 1º de Maio organizado pelas centrais sindicais no estacionamento da Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo, Lula afirmou que Boulos está participando de “uma verdadeira guerra aqui em São Paulo”.
“Está disputando contra nosso adversário nacional, contra nosso adversário estadual e contra nosso adversário municipal. Está enfrentando três adversários”, disse o presidente.
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

