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Israel e Hamas chegam a acordo de cessar-fogo em Gaza

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Gabinete de Netanyahu diz que ainda há “questões não resolvidas”; primeira etapa do cessar-fogo consiste na liberação de reféns de ambos os lados

O governo de Israel e o grupo fundamentalista Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo após mais de um ano de guerra em Gaza. A informação foi divulgada pela emissora norte-americana CNN na tarde desta quarta-feira (15/1). O acordo ainda não foi anunciado oficialmente.

Segundo a emissora, a primeira parte do acordo consiste na liberação de 33 reféns pelo Hamas e grupos aliados. A primeira leva de prisioneiros deve priorizar mulheres, crianças, idosos e civis feridos. Em contrapartida, Israel deve liberar centenas de reféns palestinos. 

Segundo o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no entanto, o acordo ainda não foi assinado. Partes devem ajustar “questões não resolvidas” nas últimas horas. 

O presidente eleito Donald Trump também comentou as negociações. “Temos um acordo para os reféns no Oriente Médio. Eles serão liberados em breve. Obrigado”, escreveu o republicano na rede social Truth Social. 

Mesmo com a iminência do acordo, o escritório do Hamas em Gaza pediu aos moradores da região que “não se movam” antes do cessar-fogo ser oficializado e que busquem sempre informações dadas pelas fontes oficiais. 

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“CB”

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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

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Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

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Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

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