POLÍTICA
Lula diz que produção excedente de alimento será comprada pelo governo e preço mínimo será retomado
POLÍTICA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (28) que o governo retomará a política de preços mínimos para produtos agrícolas e que o programa para retirar pessoas pobres do endividamento pode ser anunciado na próxima semana.
“A gente vai garantir que, se as pessoas produzirem, não vão perder, porque se produzirem em excesso, o governo vai comprar esse alimento para que a gente distribua onde precisa ser distribuído”, disse Lula em evento de reinstalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
“E também a gente vai voltar com a política de preço mínimo para garantir que as pessoas que plantam não tenham prejuízo se houver uma super safra”, acrescentou.
Lula também aproveitou o evento para dizer que deve anunciar na próxima semana o cumprimento de duas promessas que fez na campanha eleitoral do ano passado, quando se elegeu para um terceiro mandato na Presidência: a equiparação salarial entre homens e mulheres e um programa para tirar os mais pobres do endividamento, que terá o nome de Desenrola.
“No Dia das Mulheres (quarta-feira da semana que vem), a gente vai apresentar definitivamente a tal da lei que vai garantir que a mulher definitivamente receba o salário igual ao homem se ela exercer a mesma função do homem”, disse.
“Outra coisa importante que está para ser anunciada é o Desenrola. Está pronto e acho que semana que vem a gente pode anunciar”, acrescentou.
O Consea, agora reinstalado por Lula, havia sido extinto no início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A volta do colegiado vem após o Brasil ter retornado, nos últimos anos, ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), de onde havia saído em 2014, último ano do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, após a ampliação de políticas públicas de distribuição de renda iniciada no primeiro governo de Lula.
Segundo dados do Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, do ano passado, 33,1 milhões de pessoas não tinham garantido o que comer no Brasil. O estudo apontou ainda que 58,7% da população convive com algum grau de insegurança alimentar.
“Reuters”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

