POLÍTICA
Lula, Dilma, Palocci e Mantega viram réus por ‘quadrilhão do PT’
Denúncia aceita pela 10ª Vara Federal de Brasília aponta que grupo cometeu diversos crimes contra a administração pública
POLÍTICA
Por Alexandre Garcia
O juíz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou nesta sexta-feira (23) uma denúncia contra os ex-presidentes petistas, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, pela participação no esquema que ficou conhecido como "quadrilhão do PT".
Também se tornam réus na ação os ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega e o ex-tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores) João Vaccari Neto.
"Considero ser a denúncia idônea e formalmente apta a dar início à presente ação penal contra os denunciados", escreveu Oliveira na decisão. Os cinco réus têm agora o prazo de 15 dias para apresentar suas defesas e oferecer documentos para a análise da denúncia.
No veredito, o juiz avalia que os nomes integravam organização criminosa até o ano de 2016 com ações como membros do partido e "condutas" ilegais dentro de ministérios.
A denúncia aponta que o "quadrilhão" cometeu diversos crimes contra a administração pública e lavou dinheiro com atuações no Ministério de Minas e Energia, na Petrobras e nas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, UTC e J&F.
A acusação afirma ainda que a atual presidente do PT, a senadora Gleise Hoffmann (PT-PR), o marido dela, Paulo Bernardo, e Edinho Silva também seriam integrantes da quadrilha. Como possuem foro privilegiado, Oliveira destaca que eles "não estão sendo processados neste Juízo Federal".
Outros lados
O advogado do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, Fábio Tofic, disse que ainda não foi comunicado da decisão e, por isso, não irá se posicionar neste primeiro momento.
A reportagem não conseguiu contato com outros réus.
Fonte: R7
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

