De olho no Agro
Lula deve visitar Mato Grosso nos próximos dias
POLÍTICA
Preocupado em ganhar terreno e diminuir a rejeição que enfrenta em setores ligados ao agronegócio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve começar nesta semana a fazer um giro por estados nos quais há forte apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa do governo federal é a de que Lula participe de inaugurações e anuncie entregas para o agro, para tentar uma aproximação maior com o setor – o principal responsável pelo crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano passado.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), disse ao site Poder360 que Lula fará anúncios importantes “em todos os estados que vai visitar”.
O primeiro compromisso do presidente será a inauguração de uma fábrica de fertilizantes na Serra do Salitre, em Minas Gerais – estado em que Lula derrotou Bolsonaro por uma diferença de 0,4 ponto percentual nas eleições de 2022.
Dois dias depois, será a vez de visitar Porto Alegre, também para entregas direcionadas ao agro. Nas próximas semanas, Lula também passará por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás.
Em fevereiro, Fávaro já havia anunciado que Lula pretendia se aproximar de empresários de diferentes setores do agronegócio.
“No final do ano passado, nós começamos a trazer [empresários] aqui no Palácio do Planalto, para conversar com ele, reivindicar, trocar ideias. Ele já pediu para retomar isso. Já tem três setores da economia do agro que querem visitas com o presidente”, afirmou o ministro.
Em junho de 2023, Lula disse que a restrição que setores do agro tinham em relação ao seu governo era “ideológica”, não por razões econômicas.
“Eu tenho noção do que fizemos, tenho noção que o problema deles conosco é ideológico. Não é dinheiro. Vamos fazer um bom plano Safra porque queremos que a agricultura brasileira continue produzindo, plantando cada vez mais, para a gente continuar exportando”, afirmou, na época.
“Infomoney”
POLÍTICA
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Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

