POLÍTICA
Lula anuncia conclusão do acordo Mercosul-UE após mais de 20 anos de negociação
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Petista fez do acordo uma de suas bandeiras diplomáticas, buscando retomar o protagonismo do Brasil na liderança do Mercosul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (6/12) a conclusão das negociações do aguardado acordo entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um processo que se arrastava há mais de duas décadas. A declaração foi feita através de suas redes sociais.
O pacto entre Mercosul bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e União Europeia começou a ser discutido no início dos anos 2000. No entanto, as negociações enfrentaram sucessivos entraves, principalmente em questões ambientais, protecionismo agrícola e regras de mercado.
Com a conclusão anunciada por Lula, o acordo promete abrir novas possibilidades comerciais e econômicas para os países integrantes. Os detalhes específicos ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de que ele facilite o acesso a mercados estratégicos, reduza barreiras tarifárias e crie um ambiente mais favorável para investimentos e trocas comerciais.
Papel do Brasil nas negociações
Desde o início de seu mandato, o presidente Lula vinha sinalizando sua intenção de priorizar a política externa e reforçar a posição do Brasil no cenário internacional. O presidente fez do acordo uma de suas bandeiras diplomáticas, buscando retomar o protagonismo do país na liderança do Mercosul.
A conclusão das negociações é vista como um importante trunfo para a administração Lula, especialmente diante do cenário global de tensões econômicas e a necessidade de maior integração entre as nações.
“CB”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

