POLÍTICA
Comissão da Câmara barra audiência sobre relatório dos EUA que acusou Moraes de violar direitos
POLÍTICA
BRASÍLIA — Deputados ligados ao Centrão e também da base do governo Lula barraram a realização de uma audiência pública para debater o relatório feito por integrantes da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que aponta supostas violações de direitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A proposta contou apenas com o apoio do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do Novo. Todas as demais legendas pediram pela retirada da proposta de pauta. O placar da votação final ficou 33 a 20 a favor da derrubada da proposta.
“Me incomoda a ideia de discutir um relatório americano. Eu duvido que o parlamento americano discuta um relatório brasileiro. Acho um absurdo um parlamento de outro país interferir no poder judiciário outro”, afirmou a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
“Corriqueiramente temos na pauta itens inóquos, desde nome de ponte rodovia, aí se discute por horas e horas. Quando é para debater liberdade de expressão na Câmara, as pessoas não querem”, respondeu o deputado Gilson Marques (Novo-SC), autor da proposta. Gilson sugere uma lista de juristas brasileiros para discutirem o documento.
O governo, a maioria, o PDT, o União Brasil, o PSD, o PP e o Solidariedade orientaram voto pela retirada da pauta da proposta de audiência pública.
O relatório dos deputados dos EUA divulgou 88 decisões judiciais, muitas delas sigilosas, que determinavam a retirada de perfis do X (ex-Twitter), Facebook e Instagram. Os parlamentares americanos afirmam que houve censura a perfis ligados ao bolsonarismo. O chefe da comissão responsável é um apoiador do ex-presidente Donald Trump, aliado ideológico de Jair Bolsonaro.
“MSN”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

