POLÍTICA
Brasil não pode abandonar ferrovias para fazer rodovias, diz Lula em visita a obras no Ceará
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Presidente assinou ordem de serviço de trecho da Transnordestina, linha férrea que ligará o sertão do Piauí à região metropolitana de Fortaleza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (5), que o Brasil não pode abandonar ferrovias para fazer rodovias. A declaração foi feita durante visita a obras da ferrovia Transnordestina, no Ceará.
A linha férrea, que deve ser concluída entre o final de 2026 e o início de 2027, contará com 1.206 quilômetros e ligará o sertão do Piauí à cidade de Pecém, na região metropolitana de Fortaleza. Segundo o governo federal, a obra vai reduzir custos logísticos, tornando os produtos nacionais mais competitivos no mercado mundial.
“Essa ferrovia é importante porque o Brasil se tornou um país rodoviário. E um país, para ser produtivo, mais leal ao seu povo, não pode abandonar ferrovias para fazer rodovias“, disse Lula.
O país tem que ter rodovias de qualidade, ferrovias de qualidade, hidrovias de qualidade, porque nós precisamos ter um sistema intermodal de transporte para utilizar todo o potencial para transportar gente, para transportar carga e baratear as coisas o para o nosso povo”, acrescentou o presidente.
No evento de hoje, Lula assinou a ordem de serviço do Ramal do Salgado, obra de 36 quilômetros ligada à transposição do Rio São Francisco. Ela vai conectar Cachoeira dos Índios, na Paraíba, a Lavras de Mangabeira, no Ceará, onde desagua o Rio Salgado.
Mais cedo, o presidente esteve em Recife, onde se encontrou com o prefeito João Campos (PSB) e assinou ordens de serviço no valor de R$ 40 milhões para a contenção de encostas na capital pernambucana.
“CNN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

