POLÍTICA
Braga Netto pede para depor à PF e nega querer delação premiada, diz nova defesa
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Novo advogado do general afirma que não haverá delação premiada, pois seu cliente não tem envolvimento com a tentativa de golpe de Estado
O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, pediu para prestar depoimento “imediatamente” à Polícia Federal (PF). A informação foi confirmada por seu novo advogado, José Luís de Oliveira Lima, que assumiu a defesa a pedido da família do militar. De acordo com o criminalista, Braga Netto está “sereno” diante das acusações, mas considera a situação desconfortável e busca esclarecer os fatos.
A defesa de Braga Netto destacou que o general, que optou pelo silêncio em depoimentos anteriores, agora quer se pronunciar para responder às acusações. Lima foi categórico ao negar qualquer intenção de delação premiada: “Ele não irá celebrar nenhum acordo, uma vez que não praticou nenhum ilícito”.
O general foi preso no sábado passado (14) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de obstrução de Justiça em investigações sobre uma trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação indiciou outras 36 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Uma das principais estratégias da defesa será contestar a delação de Mauro Cid, que implicou Braga Netto em um suposto plano golpista. “A delação do Mauro Cid consegue ser pior do que as piores ilegalidades da Lava-Jato”, alegou a nova defesa de Braga Netto. “Seu acordo deveria ter sido rescindido faz tempo, ele muda de versão a toda hora. É uma ficção que no momento oportuno será desmascarada”, frisou.
“CB”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

