POLÍTICA
Bolsonaro traiu policiais e está tentando dividir o funcionalismo, dizem servidores do Judiciário
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Os servidores públicos federais do Judiciário, representados pela Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário e do Ministério Público da União), reagiram à declaração de Jair Bolsonaro (PL) de que tem tido dificuldade para garantir o reajuste a agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) devido ao restante do funcionalismo.
“Digo a vocês publicamente, PRF, o grande problema não é o nosso lado, são colegas, outros servidores, que não admitem reestruturar vocês sem dar aumento até abusivos para o outro lado”, afirmou o presidente.
Lucena Pacheco, coordenadora-geral da Fenajufe, diz que Bolsonaro traiu os policiais e está tentando “criar uma cortina de fumaça para dividir a luta das categorias”.
“A inflação corrói o poder de compra de todos os servidores no supermercado, no posto de gasolina e no aluguel”, diz ela, afirmando que a estratégia do presidente é ineficaz.
“Não pedimos nada além da recomposição inflacionária para todo o funcionalismo, sem discriminação ou favorecimentos. Inclusive para os policiais. Bolsonaro pode terminar seu mandato como o único governo pós redemocratização a dar 0% de reajuste ao funcionalismo público”, completa Lucena.
Na semana passada, o governo decidiu elevar o tamanho do corte no Orçamento deste ano para acomodar um reajuste para os servidores federais. Após o anúncio de uma tesourada de R$ 8,2 bilhões, o valor deve subir para R$ 13,5 bilhões.
O corte maior do que o previsto vem depois que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que, embora haja estudos para privilegiar policiais com aumentos diferenciados, a tendência do governo é conceder um reajuste de 5% para os servidores públicos neste ano.
A Fenajufe afirma que essa proposta é insuficiente.
Nesta terça-feira (31), os servidores do Judiciário farão um ato com 500 pessoas na Câmara dos Deputados. Depois, a Fenajufe e outras entidades do funcionalismo serão recebidas por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa.
“MSN”
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Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

