POLÍTICA
Bolsonaro provoca desconforto no PL ao defender auditoria nas urnas, diz jornal
POLÍTICA
O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem causando desconforto no partido após anunciar que a sigla contrataria uma empresa privada para auditar as eleições deste ano. Na última quinta-feira (5), Bolsonaro afirmou que a empresa deve pedir uma “quantidade grande de informações” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações são do jornal O Globo.
“O que pode acontecer? Essa empresa que faz auditoria no mundo todo, empresa de ponta, pode chegar à conclusão que, dada a documentação que se tem na mão, dado ao que já foi feito, ela pode falar que não foi auditável. Olha a que ponto vamos chegar”, disse Bolsonaro na live.
Nos últimos meses, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida o atual sistema de votação. O presidente chegou a dizer que as Forças Armadas deveriam fazer uma apuração paralela ao da Justiça Eleitoral.
Conforme a colunista Malu Gaspar, a ideia de auditar as eleições chegou a ser discutida com a cúpula do PL, mas lideranças e alguns membros da campanha a consideram inoportuna. “Se Bolsonaro fizer questão, vamos contratar. Mas o PL é um partido da política. Não queremos de jeito nenhum essa briga com o TSE”, afirmou um integrante da direção ao jornal O Globo.
Na semana passada, o TSE reafirmou que os partidos podem auditar as eleições brasileiras. Segundo a assessoria do tribunal, a fiscalização das eleições pelos partidos está prevista na Lei de Eleições, de 1997.
No entanto, pessoas ligadas ao PL afirmam que dependendo do grau de exigência de Bolsonaro, a tarefa poderá se tornar impraticável já que a Justiça Eleitoral conta, atualmente, com um depósito de cerca de 500 mil urnas.
Segundo um dos interlocutores ouvidos pelo jornal O Globo, a ofensiva deve servir de “justificativa para depois não cumprir o resultado”, caso Bolsonaro seja derrotado nas eleições.
Para ministros do TSE, não há nenhum problema em Bolsonaro querer auditar as eleições. “Se ele contratou uma empresa para auditar, é porque reconheceu que o processo de votação eletrônica é auditável. Já é um avanço”, afirmou um ministro ao jornal O Globo.
“MSN”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

