POLÍTICA
Bolsonaro diz que respeitará resultado da eleição no Brasil se ‘limpo, transparente’
POLÍTICA
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que respeitará o resultado de uma eleição de outubro independentemente do resultado, desde que a votação seja “limpa e transparente”.
Em entrevista ao Jornal Nacional da TV Globo, o noticiário noturno de maior audiência do Brasil, o político de extrema-direita insistiu sem provas de que houve fraude nas eleições brasileiras anteriores.
Bolsonaro não mencionou o sistema de votação eletrônica que ele ataca incansavelmente há meses, alegando que eles estão abertos à manipulação. Mas o ex-capitão do Exército disse que os militares deveriam ter um papel na decisão da transparência da votação.
Pesquisas de opinião mostram Bolsonaro perdendo na corrida presidencial para o rival de esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que governou de 2003 a 2010, quando a economia do Brasil estava crescendo.
Enquanto a entrevista estava sendo transmitida, pancadas de maconha e gritos de “Fora Bolsonaro” foram ouvidos nas maiores cidades do Brasil por pessoas descontentes com seu governo de três anos.
Bolsonaro disse que recebeu um país em uma situação econômica ruim agravada pela pandemia de COVID-19 e depois pela guerra na Ucrânia e conseguiu sobreviver.
Entre suas conquistas, ele mencionou o aumento dos pagamentos mensais da previdência para famílias de baixa renda que, segundo ele, beneficiariam 20 milhões de brasileiros, uma esmola que as pesquisas mostram que melhorou seus números nas últimas semanas e reduziu a vantagem de Lula.
Bolsonaro rejeitou relatos de que o desmatamento na Amazônia aumentou em seu turno porque ele desmantelou as políticas de fiscalização.
Em vez disso, ele acusou o Ibama, agência de proteção ambiental do governo, de ter cometido abusos ao destruir equipamentos pesados que geralmente são apreendidos na floresta de garimpeiros ilegais de ouro.
Bolsonaro acrescentou que a Amazônia brasileira era do tamanho da Europa Ocidental e que o país preservou 66% de suas áreas verdes. “O Brasil não merece ser atacado dessa forma. Vamos tentar melhorar (a imagem do Brasil no exterior)”, disse.
Preocupações sobre seu fracasso em impedir o desmatamento levaram a União Europeia a resistir à ratificação de um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul.
Bolsonaro disse que os problemas de abastecimento causados pela guerra na Ucrânia agora fizeram a UE querer acelerar a conclusão do pacto comercial.
“Reuters”
POLÍTICA
Trump diz que EUA e Irã têm “pontos de concordância” após conversas
Presidente americano afirma que conversas com Teerã avançam e abre caminho para acordo

Trump disse que as conversas iniciadas no domingo (22) continuariam nesta segunda-feira (23) e que, se as negociações prosseguissem de forma produtiva, um acordo poderia ser fechado em breve.
O presidente acrescentou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das negociações.
Mais cedo, Trump afirmou ter dado ordens para adiar qualquer ataque militar a usinas iranianas por cinco dias, poucas horas antes de um prazo que poderia levar a uma escalada maior no conflito, que já entra na quarta semana.
“Estamos fazendo um período de cinco dias, vamos ver como isso se desenrola. Se der certo, vamos resolver a situação. Caso contrário, continuamos atacando sem parar”, declarou.
Ele afirmou que qualquer acordo exigiria que o Irã não obtenha uma bomba nuclear — “Queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear” — e também que os EUA fiquem com o urânio altamente enriquecido do país.
“O pó nuclear. Nós vamos querer isso. E acho que vamos conseguir. Concordamos com isso”, afirmou

