Poder

Bolsonaristas utilizam robôs para impulsionar 7 de setembro no Twitter

Publicado em

Poder

Por Sandy Mendes

Com o objetivo de convocar os aliados do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) às ruas no Sete de Setembro, bolsonaristas utilizaram de impulsionamento artificial nas redes sociais. A conclusão é da análise realizada pelo Radar Aos Fatos feita a partir de 332.927 tweets e retweets com hashtags dos atos.

Na apuração, foi comparado o desempenho tags no Twitter: #Dia07VaiSerGigante, #7deSetembroVaiSerGigante, #Dia7VaiSerGigante, referentes aos atos de apoio ao presidente e as comuns na rede: #TBT (publicação antiga postada nas quintas-feiras), #TheMaskedBrasil (programa de TV) e o “sextou”.

O desempenho aponta para uma inflação artificial nas redes sociais. Isso acontece quando um pequeno grupo de usuários da rede possui grande peso nas publicações. No entanto, na inflação artificial, os perfis, em sua grande maioria, são realizados por robôs automatizados para reproduzir a mesma mensagem nas redes.

O Twitter afirmou a retirada de cerca de 100 perfis da rede por “violações à sua política contra spam e manipulação”.

Leia Também:  Futebol: seleção feminina vence primeiro amistoso contra África do Sul

Os protestos do 7 de Setembro foram convocados por apoiadores do governo, em meio às ofensivas de Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Histórico

Na plataforma Bot Sentinel, que rastreia contas não autênticas, foi possível perceber o uso de pelo menos 2.582 vezes o termo “brasilpelovotoauditavel”. Ao todo, contas inautênticas, os chamados robôs, publicaram as hashtags 3.207 vezes.

‘Congresso em Foco’

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Poder

FENAJ e SINDOJOR/MT pedem intervenção e afastamento do governador de MT Mauro Mendes

Publicados

em

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) pediram à Procuradoria Geral da República (PGR) intervenção federal no Estado e o afastamento do governador Mauro Mendes (União) por conta dos recorrentes ataques ao livre exercício do jornalismo com investigações contra jornalistas por reportagem envolvendo o gestor e seus familiares nos últimos meses.

De acordo com a ação, as recentes ações contra 15 jornalistas no último ano, através da Polícia Civil de Mato Grosso, por reportagens envolvendo atos do governo e de seus familiares, ferem a liberdade de imprensa, de expressão e também os preceitos dos Direitos Humanos.

“O exercício do jornalismo, portanto, requer que uma pessoa se envolva em atividades que estão definidas ou compreendidas na liberdade de expressão garantida na Convenção”, justifica o pedido.

“Requer que esta douta Procuradoria Geral da República se digne em oferecer pedido de Intervenção Federal em desfavor do Estado de Mato Grosso, com consequente afastamento do Sr. Mauro Mendes Ferreira de sua função e cargo de governador, e a investigação e eventual responsabilidade dos envolvidos, após minuciosa apuração dos fatos descritos nesta denúncia, objetivando identificar o crime, materialidade e seus respectivos autores”, diz trecho do pedido protocolado na quinta-feira (16).

Leia Também:  TCE manda suspender consignados de servidores em MT por mais 120 dias e aprova normativa

Entre os casos estão a abertura de inquérito policial através Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) contra os jornalistas Pablo Rodrigo, Ulisses Lalio, Daniel Pettengill e Haroldo Arruda Jr., por conta de reportagens que revelaram que o filho do governador, Luis Antônio Taveira Mendes era investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Hermes, bem como reportagens envolvendo o pedido de autorização para implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) por familiares e amigos do governador. O presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, também é um dos processados pelo governador e sua família.

DETETIVE

O pedido também cita o caso envolvendo o jornalista Alexandre Aprá, que foi perseguido por um detetive durante algumas semanas, onde ele afirmava que era contratado pelo governo para tentar incriminá-lo. Além desses casos, a Fenaj e Sindjor também elencam a Operação Fake News contra Aprá e demais jornalistas e outras ações na justiça com pedidos de indenizações com alto valor.

Além deles, a Federação cita outros jornalistas e comunicadores, como Victor Nunes, Maria Luiza Nogueira, Janice Ortis Ramos, Edivaldo de Sá Teixeira, Rodrigo Gomes Vieira, Edina Ribeiro de Araújo, João Adevilson de Souza, Marcos Fabiano Peres Sales e Ari Dorneles Pereira.

Leia Também:  Câmara aprova projeto que combate o superendividamento de consumidores

“Inviabilizar de que a notícia chegue à sociedade, rebaixando os atos de imprensa como um simples instrumento de “reprodução” de release dos órgãos públicos, afastaria por completo a independência critica e a liberdade de informar, dos veículos de comunicação.

E esta mediação do profissional da comunicação com a sociedade somente é possível quando as ferramentas democráticas lhe são acessíveis, sendo certo que o interesse social estará sempre acima de qualquer interesse privativo”, diz trecho do pedido.

“Sindjor/MT”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA