Assis diz que venezuelano é procurado pelo departamento de combate às drogas do governo dos EUA
Coronel de MT pede prisão de Maduro: “Absurdo recebermos genocida”
CRIME
O deputado federal Coronel Assis (União) requereu junto à Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal comunique às autoridades competentes para que determinem a imediata prisão do presidente da Venezuela Nicolás Maduro, que está no Brasil a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Assis, Maduro é procurado pelo departamento de combate às drogas do governo dos Estados Unidos, sob acusação de narcoterrorismo e lavagem de dinheiro.
O deputado disse, ainda, que o pedido também se baseia no relatório da missão internacional independente das Nações Unidas (ONU), que acusou o governo de Maduro de crimes contra a humanidade e no Tratado de Roma, que trata sobre crimes internacionais.
“Requeiro que esta Comissão comunique a imediata prisão de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, persona non grata e genocida, obedecendo aos critérios do Tratado de Roma, uma vez que o criminoso está em solo brasileiro”, disse no documento.
“A fim de que a impunidade não manche a honra de nosso país e nos tornemos vergonha para o mundo”, acrescentou.
É no mínimo um absurdo o Brasil receber um ditador e genocida, que submete seu país à miséria
Assis ainda pediu que seja oficiada a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), para que tome as devidas providências.
“É no mínimo um absurdo o Brasil receber um ditador e genocida, que submete seu país à miséria, e aqui tratá-lo com honras de chefe de Estado”, analisa Coronel Assis.
Em março de 2020, o órgão responsável por investigar crimes relacionados a drogas nos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) acusou Nicolas Maduro estar ligado a um grupo que supostamente traficava drogas, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Não há notícia de que Maduro tenha sido condenado nos EUA e nem que houve uma medida cautelar dos americanos pedindo a detenção de Maduro.
Quando os EUA determinam a prisão de uma pessoa que não está em seu território, emitem um pedido internacional conhecido como red notice (aviso vermelho).
Como não há um “red notice” decretado e Maduro não praticou nada no Brasil, não há jurisdição para detê-lo.
“G1”
CRIME
Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

