POLÍCIA
PF faz buscas contra Ramagem em operação sobre espionagem ilegal pela Abin no governo Bolsonaro
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Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi alvo de mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira, no âmbito de uma operação deflagrada pela Polícia Federal que investiga o monitoramento ilegal de cidadãos pelo órgão durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, disseram duas fontes com conhecimento da ação.
Segundo nota da PF, foram realizadas no total 21 medidas de busca a apreensão, além de outras medidas que incluem prisões, em Brasília, Juiz de Fora (MG), São João del Rei (MG) e Rio de Janeiro. De acordo com a corporação, sete policiais federais são alvos da ação, tendo sido afastados das suas funções.
Ramagem, que se tornou um dos maiores aliados de Bolsonaro, é o nome escolhido pelo ex-presidente para candidatar-se à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições deste ano. O deputado federal não está em Brasília e por ora não se manifestou publicamente sobre a operação.
A Reuters procurou o deputado, mas não obteve resposta imediata. Um representante de Bolsonaro também não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a operação.
A ação, deflagrada com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é a continuação da operação Última Milha, de outubro do ano passado, em que a PF investigou o uso ilegal pela Abin de um software para espionar autoridades públicas e pessoas comuns.
“As provas obtidas a partir das diligências executadas pela Polícia Federal à época indicam que o grupo criminoso criou uma estrutura paralela na Abin e utilizou ferramentas e serviços daquela agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal”, afirmou a PF.
Uma outra fonte da PF disse à Reuters recentemente que essa investigação é uma das mais sensíveis para a corporação, mas tem contado com o respaldo da cúpula da instituição e também do ministro Alexandre de Moraes. A ordem, conforme essa fonte, é avançar até descobrir o alcance de toda o esquema que foi montado na agência de monitoramento paralelo.
Segundo essa fonte, o esquema monitorou políticos, jornalistas e até ministros do STF.
A operação em outubro afastou cinco servidores da Abin, incluindo Paulo Maurício Fortunato Pinto, secretário de planejamento e gestão da Abin e que ocupava o cargo de diretor de operações de inteligência durante o governo anterior.
De acordo com as investigações, o sistema de geolocalização utilizado pela Abin é um software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. A rede de telefonia teria sido invadida reiteradas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos.
O software, chamado First Mile, é produzido pela empresa israelense Cognyte e permite rastrear a localização de uma pessoa a partir de dados transferidos entre seu celular e torres de telecomunicações, e seria capaz de permitir o acompanhamento de até 10 mil pessoas por 12 meses.
“Reuters”
POLÍCIA
Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar
Militares localizaram envolvidos na região do Contorno Leste; mulher apresentava lesões
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (22.3), um homem, de 51 anos, suspeito de violência doméstica, em Cuiabá. A vítima, de 30 anos, denunciou ter sido agredida com socos e sofreu lesões, após o marido arremessar um ventilador contra ela.
Por volta das 21 horas, as equipes foram acionadas, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após denúncia de violência doméstica, na região do Contorno Leste.
Assim que os militares chegaram no local da ocorrência, a vítima relatou que foi agredida com socos e que o suspeito arremessou um ventilador contra o rosto dela, após uma discussão. A mulher apresentava lesões na região da cabeça e no olho direito.
Diante das informações e acompanhados pela vítima, os policiais militares identificaram o denunciado em um bar, na região. Ao ser abordado e questionado sobre a denúncia, o homem passou apresentar resistência e a agredir os policiais militares.
Na ocasião, foi necessário o uso de um dispositivo de menor potencial ofensivo (dispositivo taser) para conter o indivíduo. Ele foi conduzido à delegacia para registro da ocorrência.

