No primeiro semestre do ano, a receita do setor somou R$ 150,6 bi
Indústria de máquinas perde 3,7% da receita liquida de vendas
ECONOMIA
No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos acumulou queda de 3,7% na receita líquida de vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados hoje (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total do setor no semestre somou R$ 150,6 bilhões.

A receita interna somou R$ 121,2 bilhões, queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2021, enquanto o consumo aparente ficou em R$ 187,5 bilhões, o que representou uma queda de 7,3% na mesma comparação.
Por outro lado, as exportações cresceram 29,2% no semestre, totalizando cerca de US$ 5,6 bilhões. As importações também cresceram, com aumento de 10,7% ante o primeiro semestre do ano passado, somando US$ 11,6 bilhões.
Outro indicador que apresentou alta no período foi o de empregos. Puxado pelo aumento da produção e de vendas, principalmente aos que atendem ao mercado agrícola e de construção civil, o setor registrou aumento de 8,4% no semestre, com a indústria de máquinas e equipamentos passando a empregar um total de 395 mil pessoas.
Junho
Considerando-se apenas o mês de junho, o balanço divulgado hoje pela Abimaq revela redução nas receitas líquidas de vendas, que somaram R$ 26,8 bilhões. Houve queda tanto em relação ao mês de maio (-5,6%) quanto na relação anual (-1,8%).
As vendas ao mercado externo somaram US$ 1,03 bilhão em junho, o que representou um crescimento de 20,1% na comparação anual. No entanto, em relação a maio, houve queda de 4,9%.
Quanto às importações, após elas terem crescido quase 15% em maio, no mês de junho elas voltaram a recuar (-9,9%), atingindo US$ 1,8 bilhão. Em relação ao ano passado, houve estabilidade (0,9%).
Apesar do balanço negativo no fechamento do mês e do semestre, a associação manteve a perspectiva de crescimento para o ano. Segundo a Abimaq, o mercado doméstico deve apresentar alta de 5,8% em 2022. Para o mercado total, a expectativa é de fechar o ano com aumento de 3,8%.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


