POLÍCIA
‘Não justifica o que ele fez’, diz irmã de entregador baleado por PM no Rio
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A irmã do entregador baleado após um policial militar ter se recusado a descer para buscar o pedido na portaria afirmou que não há justificativa para o que aconteceu. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (4), na Vila Valqueire, zona oeste do Rio de Janeiro.
Stefany diz que espera por justiça. “Esperamos que ele [policial] tenha uma punição e vamos ver, né, se essa lei vai existir, vai ser aplicada aqui porque não justifica o que ele fez”, disse a irmã do entregador ao RJ1, da TV Globo.
Tio de entregador também lamentou o caso. O homem, que pediu para não ser identificado, disse à Super Rádio Tupi: “Meu sobrinho vai ser só mais um. Espero que seja com ele vivo, porque se ele morrer, acabou a família”.
ENTENDA O CASO
O policial militar e a esposa dele fizeram um pedido de comida por aplicativo, que foi entregue por Nilton. Após a chegada da encomenda, o agente e a mulher teriam se recusado a descer para buscá-la, e o entregador informou que não iria subir até o apartamento deles, porque não fazia parte de seu trabalho. As autoridades não divulgaram a identidade do agente.
Em seguida, o jovem diz estar sendo ameaçado pelo policial. “Ele está tentando me agredir. Mostrou a arma na minha cara. Tira a arma e faz na mão”, falou o trabalhador.
O agente rebate o entregador e diz que ele teria sido mal-educado com a esposa dele. “Trabalhador o caralh*. Minha mulher te tratou com maior educação, vai tomar no seu c*. Seja educado. Não se propõe a fazer entrega? Então seja educado. Minha mulher tem 42 anos e te respondeu na maior educação”, disse o PM.
Posteriormente, é possível ver Nilton caído no chão, ensanguentado, baleado na perna. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o trabalhador está internado em estado grave.
O policial se apresentou na delegacia, prestou depoimento no 32º DP de Taquara e foi liberado em seguida. O policial alegou ter agido em legítima defesa. Não foi informado se ele teve a arma apreendida. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria vai apurar o caso. Segundo a corporação, um procedimento para averiguar as circunstâncias do fato e que ocorrência está em andamento.
A reportagem não conseguiu localizar o agente ou sua defesa para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Em nota à reportagem, o iFood informou que a conta do PM foi banida da plataforma. Afirmando “não tolerar qualquer tipo de violência contra os entregadores parceiros”, a plataforma disse que o entregador está recebendo apoio jurídico, por meio da atuação de uma advogada do coletivo de defensoras Black Sisters in Law, que acompanhará todo o processo jurídico do caso.
“Nilton agiu corretamente”, diz gerente do iFood. Tatiane Alves também comunicou que a plataforma está em contato com familiares do trabalhador e se colocou à disposição para apoiá-los no que for necessário.
Entregador deve entregar pedido em “primeiro ponto de contato”, seja portão da casa ou portaria do prédio. A empresa disse informar os entregadores e consumidores sobre a recomendação. Ainda segundo a plataforma, ela vem promovendo iniciativas ações para conscientização de moradores e capacitação de profissionais de condomínios no Rio. “Esperamos que o caso não fique impune e que Nilton se recupere.”
“Folhapress”
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Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar
Militares localizaram envolvidos na região do Contorno Leste; mulher apresentava lesões
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (22.3), um homem, de 51 anos, suspeito de violência doméstica, em Cuiabá. A vítima, de 30 anos, denunciou ter sido agredida com socos e sofreu lesões, após o marido arremessar um ventilador contra ela.
Por volta das 21 horas, as equipes foram acionadas, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após denúncia de violência doméstica, na região do Contorno Leste.
Assim que os militares chegaram no local da ocorrência, a vítima relatou que foi agredida com socos e que o suspeito arremessou um ventilador contra o rosto dela, após uma discussão. A mulher apresentava lesões na região da cabeça e no olho direito.
Diante das informações e acompanhados pela vítima, os policiais militares identificaram o denunciado em um bar, na região. Ao ser abordado e questionado sobre a denúncia, o homem passou apresentar resistência e a agredir os policiais militares.
Na ocasião, foi necessário o uso de um dispositivo de menor potencial ofensivo (dispositivo taser) para conter o indivíduo. Ele foi conduzido à delegacia para registro da ocorrência.

