POLÍCIA
Militar foi detido após pai do menino de 12 anos fingir ser o garoto em conversa e marcar encontro com ele. PM foi denunciado por estupro de vulnerável, stalking e importunação sexual.
POLÍCIA
O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o capitão da PM de 59 anos que foi preso após mensagens para um adolescente de 12 anos ir a um motel de Rio Verde, no sudoeste de Goiás. O militar foi denunciado pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e stalking.
O G1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito para que se posicionasse até a última atualização desta reportagem.
A denúncia foi oferecida à Justiça na terça-feira (17). De acordo com o MP, o crime de importunação sexual é contra o primo do adolescente, de 19 anos.
Segundo o site da transparência do governo goiano, o capitão estava lotado em um Colégio da Polícia Militar da cidade. A corporação havia informado que ele foi afastado da função que exerce e abriu um procedimento administrativo para apurar os fatos.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, na tarde desta quarta-feira (18), pedindo um novo posicionamento e questionando se o caso já foi apurado pela corregedoria por meio de e-mail enviado às 16h16 e aguarda um retorno.
O stalking é um crime que foi inserido recentemente na legislação penal e que se caracteriza pela perseguição reiterada com ameaças, sejam físicas ou psicológicas.
PRISÃO
O capitão foi preso no dia 1ª de agosto pela Polícia Civil, após o pai do adolescente conversar com o militar fingindo ser o garoto e marcar um encontro em um posto de gasolina. No dia seguinte, a Justiça decretou a prisão preventiva ao acatar pedido do Ministério Público de Goiás para proteção de vítimas e testemunhas.
A Polícia Civil informou que os crimes pelos quais o policial militar foi preso em flagrante não estão relacionados ao exercício de sua função, assim como ao local em que o indiciado prestava serviço. Ele foi indiciado no dia 10 de agosto.

Conversa entre o PM e o primo da vítima mostra quando suspeito os chamam para irem a motel, em Rio Verde, Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil
Convite a motel
O capitão da PM conheceu o garoto de 12 anos em um clube de Rio Verde em maio deste ano. No final de julho, o militar encontrou novamente com o garoto, que estava acompanhado do primo, de 19 anos. O oficial abordou o primo mais velho dentro do banheiro e disse que queria “ficar” com ele. O jovem pegou o telefone do capitão para “saber qual era a intenção dele”.
O primo mais velho e o oficial começaram a trocar mensagens. Em uma delas, o militar convida ele e o garoto de 12 anos para saírem. A partir daí, o jovem contou para a família.
O pai do menino pegou o número do capitão e passou a trocar mensagens no lugar do filho para marcar um encontro. Durante a conversa, o oficial orientou o menino a sair escondido de casa para irem a um motel durante o dia.
O pai escolheu um posto de gasolina como o ponto do encontro. O capitão não sabia, porém, que seria monitorado pela Polícia Civil.
“Ele [pai] deixou ele [menino] no pátio do posto para ele [PM] chegar, porque se tivesse adulto junto, ele não ia chegar. Quando meu menino abriu a porta da frente, ele [pai] abriu a porta de trás. Ele [PM] estava tão vislumbrado com a criança que não percebeu que um adulto abriu a porta de trás”, detalhou a mãe.

PM conversa com pai do adolescente achando que era o menino, em Rio Verde — Foto: Reprodução/Polícia Civil
Assédio anterior
A mãe do adolescente disse à polícia que o militar já havia tentado contato com o filho dela antes, em maio deste ano, após eles se encontrarem em um clube da cidade. Consta na ocorrência policial que o PM se aproximou do menino dentro de uma piscina e teria passado a mão nas partes íntimas dele.
A mãe do adolescente disse ainda que estava no clube e achou estranho o comportamento do suspeito, chamando seu filho para fora da água. Após o episódio, o menino contou a ela o que havia acontecido no local.
Nova investigação
De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações surgiram indícios de novas vítimas do militar e que, por isso, a corporação abriu um novo inquérito para continuar o investigando.
O delegado não quis informar quantas pessoas procuraram a polícia para denunciar o PM após o caso ter repercussão na mídia. No entanto, ele disse que todos os relatos são parecidos com o adolescente e que teriam acontecido no mesmo local.
“G1”
POLÍCIA
Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar
Militares localizaram envolvidos na região do Contorno Leste; mulher apresentava lesões
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (22.3), um homem, de 51 anos, suspeito de violência doméstica, em Cuiabá. A vítima, de 30 anos, denunciou ter sido agredida com socos e sofreu lesões, após o marido arremessar um ventilador contra ela.
Por volta das 21 horas, as equipes foram acionadas, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após denúncia de violência doméstica, na região do Contorno Leste.
Assim que os militares chegaram no local da ocorrência, a vítima relatou que foi agredida com socos e que o suspeito arremessou um ventilador contra o rosto dela, após uma discussão. A mulher apresentava lesões na região da cabeça e no olho direito.
Diante das informações e acompanhados pela vítima, os policiais militares identificaram o denunciado em um bar, na região. Ao ser abordado e questionado sobre a denúncia, o homem passou apresentar resistência e a agredir os policiais militares.
Na ocasião, foi necessário o uso de um dispositivo de menor potencial ofensivo (dispositivo taser) para conter o indivíduo. Ele foi conduzido à delegacia para registro da ocorrência.

