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Muito além da música

Thiaguinho fatura R$ 2 bilhões por ano ao expandir negócios

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Cotidiano

Por Recca Silva

“O voo do Thiago atrasou. Ele vai precisar pegar a estrada, vamos entrar por telefone mesmo”, avisou Paulo, o assessor. Naquele momento, a mensagem só me pareceu o aviso de um imprevisto, algo até comum em entrevistas. A videoconferência combinada virou uma ligação telefônica turbulenta, de sinal oscilante – ele viajava de Ponta Porã a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para embarcar para São Paulo. Mas serviu para entender o comprometimento de Thiago com a agenda, mesmo com os obstáculos que surgiram pelo caminho, incluindo um bloqueio policial na rodovia.

Na infância, ele dava sinais de algo que ficou claro durante a entrevista: parceria é a palavra-chave do seu dicionário. Ela permeia tudo o que ele cria, seja na música, seja nos negócios ou na vida pessoal. Tal comportamento não surgiu depois da fama. Quem relembra a história dos tempos em que Thiago era criança e adolescente em Ponta Porã é o pai. “Ele sempre foi eleito o melhor companheiro e amigo da sala. Desde criancinha sabe agregar, tem um comportamento de conciliação e tranquilidade”, relata João.

Em 2002, aos 18 anos, tentou a sorte ao participar do reality show musical “Fama”, da Rede Globo. Foi o quarto eliminado, mas o programa o colocou nos trilhos rumo à cidade grande. Já no ano seguinte, ao lado de Péricles, assumiu os vocais do Exaltasamba. No grupo, ele conquistou o coração do público, ganhando o Grammy Latino em 2011. Um pouco antes teve início o lado Thiago S/A. Em 2009, ele criou a Paz & Bem, editora que se tornou a responsável pela administração de suas canções e obras. Abriu a empresa com o sócio e amigo de longa data Bruno Azevedo. Quando o Exaltasamba anunciou seu fim, em 2011, Thiaguinho já estava com o caminho pavimentado para começar a brilhar em carreira solo.

Na evolução do mercado da música e do entretenimento, impulsionada pela internet e pelo declínio de velhas instituições, os artistas entenderam que podiam – e deveriam – assumir o papel de gestores de suas próprias carreiras. Na virada de 2015 para 2016, ele rompeu com o escritório do qual fazia parte e a Paz & Bem ganhou um novo braço, passando a gerir a carreira dele. “Eu era muito novo na época do grupo, não tinha o conhecimento de tudo o que acontecia no mercado da música e até hoje busco conhecimento, porque é um universo muito amplo. [Cuidar da própria carreira] foi uma ótima oportunidade para crescer enquanto artista em todos os sentidos. Não só musicalmente, mas também como gestor – e entender tudo o que envolve uma carreira”, explica Thiago.

A Paz & Bem conta com 210 funcionários com carteira assinada e não encerrou nenhum contrato durante a pandemia, mantendo o pagamento do salário de todos. O Thiago gestor tem plena consciência do seu papel como provedor para inúmeras famílias – a projeção é de impacto indireto em cerca de 4 mil pessoas. “Sempre fomos muito organizados financeiramente, sempre tivemos preocupação com o caixa para que pudesse dar segurança caso acontecesse alguma coisa comigo. Conseguimos não mandar ninguém embora na nossa equipe, e isso me deixa muito feliz. Valorizo muito a galera que me ajuda a ser quem eu sou e poder fazer o que amo.”

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Afastado dos palcos e das plateias por causa da pandemia, o artista teve mais tempo para focar no lado empresário, com mais braços sendo adicionados à empresa e novas oportunidades de negócios surgindo no horizonte.

“A Paz & Bem começou a se tornar uma empresa guarda-chuva, construindo relacionamentos para trazer sociedades importantes tanto para a empresa quanto para fortalecer a imagem do Thiago como artista. Diversificamos a atuação em vários setores e iniciamos participação em outros negócios”, explica o sócio Bruno Azevedo. “Não domino todos os assuntos da minha carreira e preciso de pessoas em quem confio para me ajudar a ter a tranquilidade de exercer a minha maior função que é cantar, compor e fazer shows”, acrescenta o artista.

Ainda que a música ocupe a maior parte do faturamento de R$ 2 bilhões ao ano da empresa, a publicidade também traz cifras expressivas para a receita. Durante a pandemia, Thiago fechou contrato com a Reebok para se tornar embaixador da marca esportiva, com a criação de uma linha exclusiva de produtos. Entre as marcas com que mantém parceria estão Colgate, Nivea Men, Red Bull e XP Investimentos. A maioria dos contratos que o artista fecha com outras empresas é de licenciamento, em que ele entra como marca também – e não apenas como um garoto-propaganda –, trazendo ideias para os produtos. “Fico feliz por representar marcas porque é uma responsabilidade grande. Apostam na sua imagem e em tudo o que envolve a sua carreira. Tem a ver com sua conduta e sua credibilidade”, pontua.

Em seu Instagram, ele criou o quadro “E aí, até quando?”, em que compartilha com os 9 milhões de seguidores casos de racismo acontecidos no país. As publicações são parte da iniciativa do artista de olhar ao redor e ajudar a sociedade de alguma maneira. “Não é nem uma questão de posicionamento, é vivência. Acho importante mostrar e falar para combater algo que considero um dos maiores problemas do nosso país. Vejo isso acontecer com a família e amigos, além de sentir na pele. Quero fazer de tudo para que as próximas gerações sintam menos do que eu.”

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Filho de professores e com origem humilde, Thiago afirma que ainda está se acostumando com a ideia de ser visto como referência para pessoas mais jovens, que sonham em conquistar o que ele conseguiu. Pedindo perdão sobre o uso da terceira pessoa para falar de si mesmo, ele reflete: “A cada dia que passa, o Thiago – junto com o Thiaguinho, que é quem possibilita levar os sonhos dele adiante – pensa mais no outro. Não sei tudo sobre a vida, mas me sinto cada vez mais olhando para o lado e tentando ajudar as pessoas da minha maneira”. Recentemente, ele lançou o projeto Junthos pela Arte, um fundo para captar recursos para ajudar outros artistas que vivem exclusivamente de cultura e estão passando dificuldades durante a pandemia. Em um mês, foram arrecadados R$ 54 milhões, que serão distribuídos para ONGs e projetos sociais.

“Forbes”

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Cotidiano

Evento que ajuda mulheres a superar medos, angústias e traumas é realizado com sucesso em Novo Progresso (PA)

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“Quando me olho vejo você.”

Foi o título de um evento realizado Domingo (12) em Novo Progresso, sul do Pará, a 590 km de Sinop (MT).

Por Joel Teixeira  

A fotógrafa Claudia Buss, uma das idealizadoras da palestra-curso, “Quando me olho vejo você,” qualifica o ato como “despertar.” A ação contou não só com mulheres de Novo Progresso, mas também com convidadas de Morais de Almeida que viajaram mais de 100 km para estarem lá, além de municípios de Mato Grosso, como Santa Carmem, Juara e Guarantã do Norte

Cláudia Buss, disse ao TV Notícias que a ideia da palestra-curso, surgiu de experiências íntimas e pessoais de superação, depois que ela e sua sócia Jéssica Fernandes, mestre em Programação Neurolinguística – PNL, descobriram muita coisa em comum, ao compartilhar entre elas os traumas que viveram. Narrando em terceira pessoa, possivelmente uma linguagem que mostra como ela se vê, a fotógrafa falou conosco, “Como o próprio nome do evento já diz, Quando me olho, vejo você! foi a cura de suas idealizadoras, que há anos perceberam que somente olhando para si mesmas iam encontrar a paz diante dos fatos, de suas histórias tão sofridas, recheadas de dores, traumas e abusos. Toxicidades que quase as levaram ao suicídio.

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Após suas transformações chegaram à conclusão que era inviável não levar informação de autoconhecimento para outras mulheres. Pessoas que passam até hoje pelo o que elas passaram diante disso, disse.

Jéssica Fernandes, Cláudia Buss, Vanessa Poeta e Débora Kaefer – Palestrantes 

O movimento

 Ainda de acordo com Cláudia Buss, o movimento está em curso, porque se sustenta em duas mulheres que lidam dia a dia, com curas emocionais femininas. Ela como fotógrafa, através da fotografia e pequenos vídeos que produz em suas andanças, busca elevar a autoestima de mulheres, mostra personagens guerreiras que não desistem de seus sonhos e metas. Já Jéssica Fernandes, acostumada à agitada São Paulo, conhece as cobranças e imposições às mulheres, desde a ditadura da beleza à luta pela sobrevivência. Sobrecargas muitas vezes escondidas em lágrimas, frustrações, ansiedade e dores profundas.

Claudia Buss e Jessica Fernandes garantem que não lançaram apenas um movimento de cura nessa região; lançaram a lanterna da luz em meio a escuridão. Mostraram para todas as mulheres presentes que é possível ser plena, feliz e realizada.

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Claudia disse: “Para quem não esteve no evento, jamais saberá a dimensão de transformação pela qual passaram as 130 mulheres presentes.

Conteúdo:

Além da palestra da Cláudia Buss, sobre posicionamento de imagem, Jessica Fernandes abordou o tema das repetições de padrões sistêmicos e mentais.

O evento ainda teve as convidadas Vanessa Poeta, vinda de São Paulo que falou sobre autoestima e como a mente, mente____ e Débora Kaefer, do Rio Grande do Sul que palestrou sobre a cura e o olhar para o íntimo, fazendo as mulheres entenderem que sexualidade não é sexo.

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